domingo, 6 de dezembro de 2015

[Música] Crítica: A Head Full of Dreams - Coldplay - 2015

No dia 4 de dezembro de 2015, o Coldplay lançou "A Head Full of Dreams", o sétimo álbum de estúdio da banda.


Com o fim da Era Viva, o Coldplay se decidiu se aventurar em novas experiências musicais. Abraçou o pop em algumas músicas do "Mylo Xyloto", mas manteve a essência dos primeiros álbuns em algumas faixas, como "Charlie Brown" e "Us Against the World". Depois de uma ambientação colorida, com direito a participação de Rihanna em "Princess of China" e as chamativas xylobands nos shows, a banda seguiu um novo rumo.

A separação de Chris com Gwyneth ajudou a fazer "Ghost Stories" um álbum mais obscuro. O flerte com o eletrônico fica mais evidente e a procura por mudanças consegue trazer algumas novidades boas, entretanto com alguns exageros. Com a vontade explícita de fazer shows pequenos, a banda entregou um álbum acanhado, retraído. Quase um solo do Chris Martin. 

Com esse cenário, surge um novo álbum: "A Head Full of Dreams", aquele que a banda prometia que seria uma volta aos estádios. Com isso, o retorno da grandiosidade dos "tempos de ouro". Vamos ao disco:

A Head Full of Dreams. Remete de primeira a "Don't Let It Break Your Heart", do "Mylo Xyloto". Logo é possível perceber a grandiosidade de volta. Por incrível que pareça, a guitarra do Jonny chama a atenção por ser bem presente, o que não deveria causar surpresa em uma banda de rock. Boa faixa para começar o disco.

Birds. Com um começo meio "Take on Me", logo fica meio Radiohead. A voz grave de Chris, o ritmo rápido da batida e o refrão já me deixam apaixonado. O solo de guitarra ajuda a música a crescer mais e mais. Quanto mais escuto, mais gosto de "Birds". Imagino que deve ser incrível ao vivo. Quando escrevo sobre Coldplay, uso "A Rush of Blood to the Head" como referência de qualidade. Acho que "Birds" teria qualidade suficiente para entrar no espaço da repetitiva "A Whisper".

Hymn for the Weekend. A parceria é com a Beyoncé, então já esperava que seria a faixa mais pop do disco. Me surpreendi positivamente. A participação da cantora é mais discreta do que eu imaginava. É uma daquelas que as rádios adoram repetir várias vezes por dia. Sabe aquelas músicas do estilo Bruno Mars que tocam na rádio e que você curte sempre que ouve? Essa música se encaixa perfeitamente nesse estilo. É um pop de qualidade. Ainda assim é um pouquinho mais música da Beyoncé do que do Coldplay. Continuo com medo de ouvir "Got me feeling drunk and high, so high, so high" em uma música deles.

Everglow. Sim, o Chris Martin lembrou que toca piano e nos deu essa bela faixa. Minhas músicas preferidas da banda são aquelas que têm o piano como protagonista, tipo "Amsterdam", "Trouble", "Clocks", "The Scientist", por aí vai. A melodia é ótima e a letra é linda. Ótima música.

Adventure of a Lifetime. É uma boa faixa, mas com elementos muito repetitivos, como as várias vezes que alguns versos são pronunciados na melodia e o riff de guitarra que enjoa com o tempo. Apesar disso, o Guy criou uma linha de baixo gostosa de ouvir e a guitarra, no estilo do último disco do Daft Punk, deixa a faixa bem dançante. Ainda acho que ficaria perfeita na voz do Adam Levine.

Fun. Faixa que se encaixaria bem no "Ghost Stories" até o refrão. Depois é do "Mylo Xyloto". Não conhecia a Tove Lo, que tem uma bela voz. A parceria deu certo, boa música também. O refrão gruda fácil na cabeça.

Kaleidoscope. Seria aquelas típicas músicas de transição. Isso se não estivesse no álbum do Coldplay, que cria uma melodia linda para um poema antigo. No final, tem até o Obama cantando "Amazing Grace" só porque sim. Segue o poema só porque é lindo:

"This being human is a guest house

Every morning a new arrival

A joy, a depression, a meanness

Some momentary awareness comes
As an unexpected visitor

Welcome and entertain them all!
Be grateful for whoever comes
Because each has been sent as a guide"

Army of One. Uma das minhas preferidas, tem um refrão incrível. Mais um ponto alto do álbum, que repito, deve ser incrível ao vivo. Depois da segunda vez que ouvi, fiquei o dia inteiro cantando "Say my heart is my gun, army of one".

X Marks the Spot. A música mais diferente do álbum, mais uma que gostei de primeira, desde o preview liberado nas redes sociais. É uma daquelas que dá vontade de ouvir várias e várias vezes para decorar a letra. Mais uma que deixou na minha cabeça: "Wherever you are, I'll find that treasure". Tem cara de ser uma daquelas que eles nunca tocam no show.

Amazing Day. Ouvi pela primeira vez em um áudio vazado de um show. Eram 10 segundos de um som com uma qualidade sofrível. Mesmo assim, ali eu já sabia que tinha grandes chances de ser uma das minhas favoritas do disco. Resultado: não é só uma das melhores do álbum, como é uma das melhores do Coldplay. Os violinos de fundo, o Ohhh no meio pro final me arrepia toda vez que escuto. Combinaria perfeito com "Christmas Lights" em seguida em um show.

Colour Spectrum. Essa sim é a faixa de transição que poderia sair tranquilamente do disco. Ela é tão pequena que o tempo de pegar o celular para trocar de música já é o tempo que ela termina. Ou seja, é só um "A Hopeful Transmission" 2.0.

Up&Up. A última música que também é a melhor. Consigo ver a essência da banda ao mesmo tempo que entendo todos as experimentações. A música cresce e é uma delícia de ouvir. Os violinos, a batida do Will, o refrão apaixonante, o solo de guitarra sensacional do Noel Gallagher. Música pra fechar show no mais alto nível possível. Tem uma bela letra e um fechamento impactante.

Avaliação geral. Considero cinco músicas ótimas, quatro boas, uma regular e uma que não tem nota. É muito difícil escutar um álbum atualmente e encontrar cinco músicas ótimas. A experiência com o pop exagerado no "Mylo Xyloto e a melancolia excessiva do "Ghost Stories" trouxe um álbum perfeitamente equilibrado. No limite para cada lado.

As faixas são muito bem produzidas, porém não encontrei a continuidade entre as músicas que vi nos álbuns anteriores. Apesar das mudanças, ainda dá para perceber aquela banda cuidadosa com detalhes do "Parachutes" e do "A Rush..." em cada música. O Coldplay é uma banda que deseja fugir do básico. Eles não querem ser reconhecidos sempre pelo mesmo tipo de som. É vital para uma banda saber se reciclar e isso eles sabem fazer muito bem. 

Melhores faixas: Birds, Amazing Day e Up&Up.
Piores faixas: Hymn for the Weekend e Colour Spectrum.
Nota (de zero a cinco): 4,5

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

[Outros] Pobre daquele

Pobre daquele que identifica a água e pensa na sede.

Pobre daquele que imagina uma mulher e vê corpo.

Pobre daquele que vê trabalho como obrigação.

Pobre daquele que ama e não é amado.

Pobre daquele que vê o mar e pensa ver o fim no horizonte.

Pobre daquele que vê um livro e enxerga só papel com tinta.

Pobre daquele que tem acesso ao conhecimento e não aprende.

Pobre daquele que olha para o céu e não vê a imensidão do Universo.

Pobre daquele que nasce e não vive.

Pobre daquele que vive e não aproveita.

Pobre daquele que morre e não semeia amor.

Pobre daquele.

Que só pode ser se existir.

Por si só. Por ser ele.

Aquele.

Ele.

É.

terça-feira, 21 de julho de 2015

[Poema] Daqui a Pouco é Futuro

Tudo que vamos presenciar no futuro
Está sendo construído agora
Invenções, histórias, inspirações
Tudo está em fase de montagem.

Todo o futuro que vai se tornar passado
Todo o depois que vai virar antes
O tempo não mostra sua velocidade
E o ser humano passa a viver santificando os seus ponteiros.

Escrever sobre o futuro é fácil
É possível criar com sua vontade
Não prever, não inventar
Apenas apontar e seguir em frente.

Não é papel do homem tentar ver o futuro
É só mais uma ilusão criada para o planejamento ilusório
Criar, errar e se adaptar
Esse é o homem navegando em águas que ainda não foram descobertas.

O futuro tem tudo o que o homem precisa
Dá a chance de tentar, errar e buscar o certo
Afinal, daqui a pouco sempre será futuro
Daqui a pouco sempre será recomeço.

terça-feira, 14 de julho de 2015

[Poema] Imortal Escrita

Tudo que queria escrever
Já foi escrito por alguém
Tudo que eu li
Já foi lido por alguém.

Todas as histórias que foram contadas
Todas os contos de gente sofrida
Todos os casos de gente bem de vida
Sobreviveram por mais de 40 mil gerações.

Da vida que se tornou história
Da lenda que se tornou mito
Da realidade que se tornou ficção
Até a fantasia que ultrapassou a imaginação.

A história é como a morte de uma estrela
Mesmo não aqui e distante
Continua guiando e inspirando
De jovens sonhadores a velhos sábios.

Em uma vida com tempo para vencer
O ser humano não pode viver para sempre
Mas aprendeu a manipular a morte
Imortal e bendita seja a escrita.

domingo, 5 de abril de 2015

[Série: Versos de Ciências] O princípio da incerteza

Certas coisas simplesmente acontecem sem consequências. São momentos vividos, sentidos e que precisamos fingir que não existem. São lembrados, mas ninguém sabe. Assim como o tempo "ignorado" antes do Big Bang. Nada antes da grande expansão teria resultado diferente.

Tudo o que existiu não importava mais. Tudo se modificaria, mas chegaria novamente ao mesmo final, teria a mesma forma de milésimos antes do Big Bang. O agora se passa antes ou depois da grande virada? O presente é uma recordação válida ou tudo será esquecido?

Não sei qual a consequência. Não sei se caminhamos para o mesmo destino. É impossível perceber se um momento se apresenta como lembrança ou se caminha para o esquecimento.

Como a mecânica quântica, prevemos quase tudo que se observa a nossa volta, tentando criar uma boa lembrança mesmo antes de sair de casa. Certas pessoas evitam prever. Preferem seguir em frente, na busca de encontrar alguma coisa que faça sentido.

É difícil saber que uma pessoa prefere procurar pela última peça de um quebra-cabeça de joelhos, ao invés de levantar e ter uma visão geral da sala.

Cada um procura em seu tempo, cada um pode ter sua própria maneira de criar lembranças. Algumas pessoas arquitetam o dia seguinte no travesseiro e outras simplesmente se desligam até dormir.

Sempre há o risco de perder uma oportunidade, pois é complicado saber o momento exato de tomar partido. Werner Heisenberg aprendeu a calcular mesmo sem determinar com precisão.

Mesmo sem garantias, os humanos sempre se apoiaram uns nos outros para achar vida. É como descobrir com o parceiro que é possível aprender em conjunto, um ensinando o outro.

Errando e acertando dentro dos limites estabelecidos pelo princípio da incerteza.

domingo, 22 de março de 2015

[Série: Versos de Ciências] O romance espaço-tempo

Ela queria espaço. Ele queria tempo.
O tempo era quase imperceptível para ele e lento para ela. O espaço era uma imensidão para ela e pequeno para ele.

Diziam que eram inalterados. Tudo mudava, menos o tempo e o espaço.
Aristóteles dizia que eles só se movimentavam quando guiados por algum impulso.

Enquanto ela seguia o pensamento aristotélico de guiar a vida sem comprovações, ele era o Galileu que subia na Torre de Pisa para jogar os pesos. Ela aceitava a felicidade teórica e ele queria mostrar na prática que tentava achar o certo.

Ele dizia que tudo estava mudando. Ela dizia que não sentia o mesmo. Eles se atraíam, mas ela fingia uma outra rotação.

Ela queria distância. Ele se defendia com a lei da gravidade de Newton dizendo que quanto mais afastados, menor será a força da atração.

Ela dizia que ele deveria respeitar a visão dos outros. Se defendia com o exemplo do trem em movimento. A opinião pode ou não estar a seu favor. Tudo depende, assim como o trem pode estar parado e a Terra em movimento.

Ele disse que o relacionamento deles era como olhar para as estrelas com um telescópio. Com a distância, tudo que olhamos já não está igual, aconteceu e virou passado.

Era natural pensar que seria assim para sempre, mas durou pouco.

Eles mostraram que não era possível ter uma posição absoluta, era preciso ceder.

Ela ganhou espaço.
Ele ganhou tempo.

Ela em seu espaço se moveu, mas se sentiu sozinha. Afetou a curva do espaço e do tempo.
Ele em seu tempo esperou, mas demorou demais. Afetou e foi afetado por tudo.

Assim como não é possível explicar o universo sem noções do espaço-tempo, torna-se sem sentido falar dele, sem lembrar a história dela.

Juntos, na relatividade geral, eles contaram uma história de amor universal.

domingo, 1 de março de 2015

[Cinema] Crítica: Birdman Ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) - 2014

Riggan Thomson (Michael Keaton, em um papel espetacular) é um ator que ficou marcado por apenas por um personagem. Birdman foi um herói de uma trilogia baseada em quadrinhos lançada há muito tempo, que o deixou muito conhecido, mas que dificultou sua carreira na busca de novos papéis.

Muitos anos depois, o ator adapta o livro de Raymond Carver com ajuda do agente Brandon (Zach Galifianakis), escrito há mais de 60 anos, para uma peça de teatro da Broadway. Tudo para tentar um recomeço.

Lembrando que a crítica contém spoilers, então cuidado. Assiste o filme e depois volta aqui! 

Com o andamento do filme, fica fácil entender os motivos do longa de Alejandro G. Iñárritu ter conquistado quatro estatuetas no Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia.

A história de "Birdman" é um verdadeiro mar de críticas contra o cinema, o teatro, os atores, os críticos, os roteiros e o público. O filme não se importa em falar nomes de atores e criticar o papel de muitos na indústria hollywoodiana.

O filme começa com a procura de Riggan (Michael Keaton, um dos indicados para melhor ator) por um novo ator para a peça. O escolhido, Mike Shiner (Edward Norton, indicado para o Oscar de melhor ator coadjuvante), ajudaria a atrair a crítica e o público, mas representa aqueles atores que ainda não chegaram ao estrelato e que fazem exigências ridículas para participar de um filme.


Os famosos coadjuvantes que após fazer o mínimo de sucesso em um filme sentem-se os maiores atores da face da Terra.

O mesmo acontece com Lesley (Naomi Watts), que sempre sonhou em um papel da Broadway e que não consegue se contentar com o papel de hoje. Como aquele tipo de ator que quer estrelar um blockbuster sem antes ter feito um papel importante. Algo como pegar o elevador todos os dias sem antes ter experimentado subir uns bons andares de escada.

Uma jornalista pergunta se Roland Barthes, filosofo francês, participou de um dos filmes do Birdman. Em outras palavras, outra crítica: jornalistas despreparados para entrevistas. Ao invés de perguntar sobre a nova peça de teatro, pergunta se é verdade se Riggan injetou sêmen de bebê porco para rejuvenescimento facial, pois viu em um post no Twitter. Outra reclamação: jornalistas que se baseiam em rumores e fontes inadequadas.

"Deveríamos ter aceitado o 'reality' que nos ofereceram", representando toda a comodidade que é aceitar um papel imbecil do que arrumar um jeito de financiar uma peça ou adaptar um roteiro.

Sam (Emma Stone, que logo deve ganhar um Oscar), filha de Riggan, comenta a atual importância de viralizar para tornar algo um sucesso e a falsidade de atores que dizem se sacrificar "em nome da arte", mas que não verdade só querem promover a própria carreira. Não ter um blog, um Twitter ou um Facebook, torna um ator invisível, segundo Sam.

O "viralizar" é justamente entrada para a crítica ao público, que dá mais valor ao bizarro do que ao merecimento. A crítica é representada no filme com a cena de Riggan de cueca nas ruas e no palco.

O trabalho no teatro, o suor dos ensaios e desafios dos bastidores nunca serão mais lidos do que um ator famoso de cueca no meio da rua.

Outra contra o público: todos possuem gostos iguais e são preguiçosos. "Eles amam sangue, eles amam ação. Nada dessa conversa depressiva e filosófica", dizendo que a grande massa só quer ver mais do mesmo, pois pensar cansa.

Mais uma crítica é referente... aos críticos. Tabitha Disckenson, do Times (ou "aquela que parece que lambeu a bunda de um mendigo"),  é citada como a única opinião que importa em NY. Se ela gosta de uma peça, vira um sucesso. Se não gostar, será um fracasso. Ela fala sobre o teatro como se fosse algo de propriedade dela: "Você (Riggan) tomou um teatro que deveria ser usado com algo de valor", comenta em um bar.


"Um homem torna-se crítico quando não pode ser um artista", diz Mike. Dickenson é mal-intencionada. Antes da peça começar ela diz: "Não se preocupe, eu farei uma crítica ruim". A crítica acredita ter tanto poder, que pode julgar o que é arte de verdade. Ela fala mal da rotina dos atores, que entregam prêmios uns aos outros por fracas produções.

Riggan se defende dizendo que a crítica nada mais é do que uma rotulação, de colocar etiquetas com elogios ou maldades sobre algo na mídia. A mídia acaba esquecendo de falar sobre técnica, estrutura e roteiro, criando apenas comparações sem sentido.

A trilha sonora é basicamente uma bateria que se intensifica ou fica lenta. Algumas vezes, a trilha é feita por um elemento que aparece na cena, como um baterista na rua ou no meio dos corredores do teatro (?).

Não se incomode em ver muitas cenas sem sentido no filme, uma hora você se acostuma e entende o significado.

O diretor Alejandro G. Iñárritu, inova na maneira de filmar. A obra foi feita como se fosse apenas uma tomada, em plano-sequência. Em nenhum momento existe algum corte perceptível de câmera, que de vez em quando fica parada, gira ao redor da cena e que muda de cenário com uma facilidade incrível.

Apesar da câmera seguir na mesma sequência, o filme não se passa em apenas um dia ou em só um cenário. E essa é uma das maiores qualidades do longa. O tempo passa, o cenário muda e a câmera continua seguindo os atores. Gravar um filme inteiro desta maneira deve ter dado um trabalho gigantesco. Oscar de melhor diretor merecido pelo Iñárritu, que contou uma excelente história e de maneira arriscada.


"Birdman" critica tudo e todos, mas não esquece de contar uma história com grandes atuações e principalmente inovação. O filme joga na nossa cara como é difícil criar e como é fácil reclamar.

Tudo no filme pode ter diversas interpretações, inclusive o final, que poderia escolher o básico, jogo fácil, simples.


Mas quem disse que "Birdman" era para ser simples?
Ah, não se preocupe. Assim como o início e o meio, o final é incrível.

Nota (de zero a cinco): 5