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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

[Televisão] Super Bowl: O poder da propaganda

Aqui no Brasil, quem assistiu a final do Super Bowl no ESPN, foi obrigado a ver vários comerciais repetidos e sem graça, quem mora nos Estados Unidos assistiu a um show de criatividade. Enquanto isso  assistíamos um looping de um comercial safado da Dotz com aquele mimimi troca o meu marido por pontos especiais.

O Brasil claramente não tem uma gigante audiência de futebol americano. Com isso, não há a menor disputa para colocar comerciais nos intervalos da ESPN.

Todavia, nos Estados Unidos, o bicho pega e pega muito! Os comerciais são disputados até o último centavo. As propagandas são criativas, divertidas e contam até com trailers imperdíveis de filmes que ainda vão estrear ou séries que estão rolando por lá.

Míseros 30 segundos, estavam sendo vendidos por 4 milhões de dólares, a quantia mais alta de todas as finais!

Os comerciais contam com famosos e com anônimos, mas todos tentam de alguma forma, chamar a atenção do americano que ao invés de desligar a tv e ir relaxar pelo jogo nervoso, segura a audiência para o intervalo com um show de criatividade.

Tem alguns bizarros como o apresentado pela piloto Danica Patrick, com a modelo Bar Rafaeli e um conhecido nerd que faz figurações em filmes, da Go Daddy, uma empresa de domínios de sites da internet: (jura, Fábio? Sites da Internet?)



Ou do Sul-Coreano Psy, completamente retardado em um comercial com pistaches dançantes:



Um cara com dois lobos nas costas, na sempre bizarra propaganda da Old Spice, "Irresistível". (conhecidos pelos comerciais sem nexo com o Terry Crews, lembra?).




O trailer cheio de spoilers e épico, do novo Homem de Ferro 3:



E o melhor na minha opinião, da Oreo, uma marca de bolachas! Você prefere a o recheio ou o biscoito? Cream or Cookie?



A rapidez dos caras é tanta, que logo após a queda de energia no Superdome, dá uma olhada no que o genial marketing da tal de Oreo postou.

Você ainda pode devorar no escuro.

Ainda tem mais de 50 comerciais que não pude colocar aqui. Vale a pena dar uma pesquisada do Youtube "Super Bowl Commercials 2013". É engraçado e dá pra passar o tempo legal, além de que não enjoa e eles são todos curtos.

Pois é, quando o assunto é propaganda os americanos mandam muito bem hein?
E a gente vendo o mesmo comercial da Itaipava do Verão 100%...

sábado, 9 de fevereiro de 2013

[Esporte/Música] Super Bowl: Show do Intervalo

Nós brasileiros estamos acostumados no show do intervalo a assistir o Cleber Machado, o Caio Ribeiro ou qualquer um, comentando os melhores momentos, propaganda, Baú do Esporte, propaganda, lances polêmicos, enrola, intervalo, começa o jogo!


No Super Bowl, as coisas são um pouco diferentes....

 Os jogadores vão para os vestiários. Daí começa um verdadeiro show de organização dos americanos. Você pensa, vai ter show da Beyoncé, com participação do Destiny Child. Eles deve colocar uma estrutura já montada, só pra chamar a atenção e pra torcida não ficar de saco cheio. Mas não. O jogo por enquanto está excelente. Mas agora que iria começar o verdadeiro espetáculo. Esse é o campo:



É impressionante!  Tem uma mega iluminação, obviamente sincronizada antes pela produção :


Uma mega entrada triunfal:


Sem falar em um show SENSACIONAL da Beyoncé, que é muito talentosa. Se apresentou com seu antigo grupo o Destiny Child e mostrou um poder vocal que já é conhecido. Isso, mesmo quem não curte, não pode negar. Ela cantou suas milhares de músicas que foram/são sucesso e se é possível dizer isso de uma forma máscula, foi um show muito, muito bom. São 12 minutos de apresentação. 

Ok, foi um show de estrutura, de talento e de música de qualidade. De volta pro jogo? São só 7 minutos pra desmontar. 


E tudo já está assim novamente em 7 minutos.


Americanos. Mostrando como se faz um show desde...sempre.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

[Esporte] Super Bowl: A final


Pra começar, o Super Bowl seria disputado em New Orleans no Mercedes-Benz Superdome, um estádio coberto, localizado na Louisiana e já conhecido por diversos jogos de baseball, futebol americano e basquete, o estádio do New Orleans Saints com capacidade de 72 mil pessoas também é conhecido por abrigar as vítimas do furacão Katrina. Ou seja, o palco da final já tem tradição e é adorado pelos americanos.


Antes do jogo começar, já tinha uma semelhança entre os finalistas 49ers e Ravens. Os dois técnicos Jim e John Harbaugh são irmãos e disputariam pelo título.

Pela segunda vez na final do Super Bowl, os Ravens já tinham sido campeões no Super Bowl XXXV. Diferente do 49ers que já chegou 5 vezes na final e conseguiu ser campeão em todas. Se vencesse, o time de San Francisco seria hexacampeão e empataria com o Pittsburgh Steelers como os times que mais foram campeões do Super Bowl.


O jogo começou com o Ravens fazendo um Touchdown com direito ao ponto extra com certa facilidade. Com a posse da bola, o 49ers não conseguiu avançar o suficiente e devido alguns erros do Quarterback Colin Kaepernick, o 49ers conseguiu anotar apenas o Field Goal.

Novamente no comando, o Ravens fez mais dois Touchdowns em sequência, com grandes passes de Flacco e recepções de Pitta e Jacoby Jones. Ótimo placar para o Ravens para o final do 2º período.


Com uma grande partida do quarterback do Ravens, Joe Flacco o time de Baltimore chegava fácil na End Zone. O jogo vai para o intervalo com um apático 49ers e um inesperado 21 a 6 no placar.

Intervalo. Mega estrutura e show da Beyoncé, que será contada melhor em outro post.

De volta ao campo, início do terceiro quarto. O Ravens consegue fazer mais um TD. E não foi como qualquer um.

 

Joe Flacco acertou um passe de 56 jardas para a recepção de Jacoby Jones, que correu inacreditáveis 108 jardas, dançou na frente dos defensores e marcou o mais longo Touchdown da história do Super Bowl. E ajudou de forma brilhante o Ravens a disparar 28 a 6 no placar.


De volta ao jogo e.... Acabou a luz. Pois é, o maior evento esportivo do mundo também tem seus problemas e foram 36 minutos de queda de energia. O público vaia e espera impaciente.


Com as luzes de volta, quem ficou no escuro por um bom tempo foi o Baltimore Ravens. Logo que a luz voltou, o time parece que sentiu-se confortável com o placar em grande vantagem e deixou o 49ers marcarem dois Touchdowns em seguida e um Field Goal, finalmente com Kaepernick acertando bons passes. O terceiro quarto acaba com 28 a 23, apenas 5 pontos de diferença e muita confiança para a torcida do 49ers.

O ultimo quarto começa com um Field Goal do Ravens, marcando mais 3 pontos e aumentando um pouco mais a vantagem. Kaepernick faz mais um Touchdown, mas a vantagem de 5 pontos continua a mesma, pois os Ravens fizeram mais um Field Goal, o segundo do último quarto e agora com 34 a 29.

Bola do San Francisco, e por pouco o 49ers não chega a virar o jogo, graças à defesa do Ravens que segurou e deixou a equipe adversária marcar apenas mais um Field Goal.


O tempo estava acabando e a posse de bola era do Ravens. Sam Koch ao invés de devolver a bola, correu propositalmente para a sua end zone, marcou um safety, dando 2 pontos para o 49ers, mas o resultado já estava decretado.


Final: Baltimore Ravens 34 x 31 San Francisco 49ers;



Fim de jogo. O Baltimore Ravens era Campeão pela segunda vez e acabou com a hegemonia do 49ers e seu 100% de aproveitamento em Super Bowls. 

Vitória de John Harbaugh, técnico de Baltimore contra seu irmão Jim. Aposentadoria do defensor Ray Lewis que no primeiro título do Ravens foi o MVP (Most Valuable Player - Jogador Mais Valioso em português) da partida em 2001. Agora, o MVP vai para o Quarterback do Ravens, Joe Flacco.

Fim de temporada. E expectativa alta para mais recordes para a próxima temporada. 


Porque o futebol americano não cansa de alcançar recordes. E de conquistar mais fãs.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

[Esporte] Super Bowl: O impacto

O brasileiro ama futebol. Isso é um fato que não podemos negar. O brasileiro gasta o seu salário para pagar ingresso no estádio, para pagar um pay-per-view ou para comprar a camisa do seu time.

Mas por mais que o Campeonato Brasileiro seja disputado, por mais que um time brasileiro esteja na final da Libertadores ou até do Mundial, terá um significado maior do que a relação que o americano tem com o futebol americano e o chamado Super Bowl. Nada como um post explicativo para um esporte que faz de tudo pra ser complicado, mas se entendido, é fantástico! 


O futebol americano, junto com o beisebol e o basquete são os esportes favoritos dos americanos.

A temporada do Super Bowl XLVII começou em 5 de setembro de 2012 e acabou dia 30 de dezembro, dando início aos Playoffs. Que acabaram apenas nesse domingo passado, dia 3 de fevereiro de 2013.

A super final, esperada o ano inteiro pelos torcedores americanos (e dos fanáticos ao redor do mundo) finalmente chegou com a partida entre San Francisco 49ers (campeão da NFC) e Baltimore Ravens (campeão da AFC).


A American Football Conference, se uniu com a National Football Conference em 1966 e só nos anos 70 criaram um liga principal com as duas conferências e assim, juntos, formaram a gigante NFL (National Football League), a principal liga profissional dos Estados Unidos de futebol americano.

 

São 32 times, 16 times em cada conferência. Eles são divididos em 4 grupos separados por região (leste, oeste, norte e sul).


Os 4 vencedores no final da temporada, se classificam para os Playoffs, no qual, os 4 times classificados da AFC enfrentam os times vencedores da NFC até um processo de eliminação que chega a dois vencedores de cada conferência.

US National Football League Teams Location-en.svg

Os Playoffs começam com 12 times, os 8 campeões das 8 divisões, (lembra que foram divididas for região?) ainda enfrentam os vencedores do Wild-Card,  os dois melhores times de cada conferência que não ganharam sua divisão.


Os dois vencedores se enfrentam na mega final chamada de Super Bowl! Entendeu? Eu sei que é difícil e meio complicado de entender mesmo, não se preocupe, pode ler de novo com calma.

Para ter uma noção da grandiosidade e do dinheiro que gira esse evento, dá uma olhada só nos direitos de transmissão! São cinco canais de televisão que dividem os direitos. E juntos pagam aproximadamente 3,1 bilhões de DÓLARES por ano pelos direitos de exibição.

Só para comparar, a receita que todos os times brasileiros de futebol arrecadaram juntos somam "apenas" 2,2 bilhões de REAIS (em 2011). O maior direito de transmissão no Brasil é do Corinthians e do Flamengo que ganham "só" 110 milhões. É uma diferença gritante.

Sabe qual o resultado de tudo isso? A maior audiência já registrada nos Estado Unidos com 48,1 pontos de audiência. 1 % a mais do que a final do ano passado. Sucesso garantido.


Nos próximos artigos, eu falo melhor sobre o que é essa final dos Ravens contra os 49ers, que fez os Estados Unidos parar, a briga das empresas que pagam um absurdo no comerciais de 30 segundos, o show do intervalo com um palco gigante montado em apenas 8 minutos e o amor do americano por esse esporte que faz até a luz acabar.