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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[Outros] O dia em que conheci Charles Martinet


Com certeza, todos que estão lendo esse texto, já jogaram uma vez na vida algum jogo do Mario.

No jogo Mario 64, o encanador ganhou uma voz. A voz de Charles Martinet.


Tudo começou quando a Nintendo fez uma seleção para encontrar um dublador para Mario. Charles, que já era ator, não deu muito atenção. Afinal, por que isso faria sucesso? 

Mas já que estava lá, ele foi até o local, para fazer as audições. Ele chegou bem atrasado, o entrevistador já estava cansado de ouvir tantos candidatos, mas aceitou ouvir Charles. Ele deveria fazer o papel de um encanador italiano.

Martinet começou a gravar com uma voz grossa, como um encanador robusto. Logo desistiu e tentou fazer um personagem mais simpático, mais amável. Começou a gravar: Olá, sou Mario, Okiedokie! Do jeito que já conhecemos. O diretor disse: Ok, já está bom, pode ir embora, você já gravou muito! Qualquer coisa te ligamos, a porta está ali! E Charles foi embora,. Não demorou muito e já recebeu a dita ligação. Encontramos nosso Mario, disse Shigeru Miyamoto, criador do Mario, Link, Donkey Kong e muitos outros.


Em 2011, li uma notícia falando que Charles Martinet viria para o Brasil fazer o lançamento do novo jogo do Mario para o Nintendo 3DS, Super Mario 3D Land, na livraria Saraiva, pertinho de casa.

E claro, como um bom Nintendista fui conferir de perto tal feito. O cara é a humildade em pessoa, e fez todos rirem e se sentirem super à vontade. Atendeu todo mundo com muito respeito e simpatia. E para fechar com chave de ouro, ele fez uma bela dedicatória, autografou o 3DS do meu irmão e meu  novo jogo Super Mario 3D Land. Assisti a coletiva de imprensa e cada vez mais percebo que jornalismo é a minha escolha certa. Tem muita coisa chata, mas em momentos como esse, vale a pena passar por cada perrengue. 



sábado, 12 de janeiro de 2013

[Games] Crítica: Paper Mario Sticker Star - 3DS

Paper Mario é uma série RPG da Nintendo, lançada em 2001 para o Nintendo 64 e como o nome sugere, todos os personagens e cenários são feitos de papel. (ah jura?).


O game já teve sequências para o Game Cube em Paper Mario: The Thousand-Year Door e mais recentemente para o Wii em Super Paper Mario, no qual é possível trocar o 2D pelo 3D para resolver desafios.

A Nintendo lançou em Novembro de 2012, pela primeira vez em um portátil, o novo Paper Mario Sticker Star, para Nintendo 3DS.


Enredo

O enredo é fácil de entender e não tem muitas complicações. Os moradores do Reino do Cogumelo fazem anualmente um evento na cidade de Decalburg para comemorar a passagem do Sticker-Comet. Enquanto o cometa passa pelo céu, Bowser entra em cena e decide roubá-lo, só para variar. 
No entanto, ao ser barrado por alguns Toads, o cometa se despedaça em seis partes. Uma delas cai na cabeça do vilão, que fica com uma super-força. Já que ele está no local, aproveita para sequestrar Peach mais uma vez. Mario tenta impedir, mas é impossível vencer o recém-todo-poderoso Bowser.

O papel de Mario agora, é sair em busca destes Royal Stickers, com ajuda de Kersti, uma fada-coroa (fada me lembra a Navy de Zelda, o que me deixa nervoso em questão de segundos) que o ajudará a achar os pedaços do cometa.


Qual a necessidade de um mapa de fases?

Sticker Star introduz boas adições à série, porém peca em pequenas, porém importantes peças.

Na criação, os produtores tentaram incrementar o novo jogo colocando escolhas de fases, no estilo 'New Super Mario Bros'.


Isso facilita para os novos gamers, até porque fica muito mais fácil prosseguir com o jogo. Com essa tática, é pouco provável que você ficará preso em alguma parte. Muito mamão com açúcar.

                                     Retorno das Batalhas de Turnos

Uma qualildade é o retorno da batalha em turnos. Mas (esse jogo tem vários "mas") me incomodou a opção de ignorar as batalhas. Você não sobe níveis como no game do 64, o que te obrigava a lutar com cada inimigo para conseguir ficar forte o suficiente para passar por aquele chefe impossível.

<<<Imagem do Nintendo 64>>>

O sistema de batalhas agora é realizado com os adesivos que você cola em uma agenda e tem um certo número de páginas, ou seja, uma hora esse espaço pode acabar. Você pode escolher entre fugir e passar a fase mais rápido ou ficar em uma batalha demorada, gastar seus Stickers e ganhar apenas moedas e corações por isso.


Isso te obriga a juntar moedas e comprar mais adesivos no Market da cidade de Decalburg.

A falta de parceiros.

Também senti falta de parceiros no game. Além de trazer uma alternativa no ataque e defesa das batalhas, as parcerias enriqueciam a qualidade dos personagens da história.

Então, o jogo não tem pontos positivos?

Claro que tem. O humor apresentado em toda a série continua presente em Sticker Star. Mario ganha de Kersti o poder de ~papelização~, uma oportunidade de mudar o cenário e conseguir passar por puzzles. Você pode colar objetos simples, como uma Fire Flower, um aspirador de pó, um ventilador gigante e até uma cabra. (?)



A trilha é excelente, assim como a jogabilidade. Os gráficos estão lindos para o 3DS e mostram a profundidade com muita eficácia. Todo o cenário tem objetos que podem ser derrubados e caem como papel. Você pode ficar preso em um clip de papel por um Shy Guy maluco.

 

Conclusão:

O jogo - sem comparar com outros jogos da serie - é excelente. Porém, se lembrarmos as qualidades da franquia, como parceiros e pontos de experiência, que poderiam ser adicionados ao sistema de adesivos, entendemos que o game tinha chance de ser ainda melhor. Ainda assim, diverte muito.

Mais um ponto para o Mario de papel.

Prós: Bonitos gráficos, bom uso do 3D, humor continua presente e a 'papelização'.

Contras: Falta de parceiros e pontos de experiência, mapa de mundos desnecessário e possibilidade de descartar batalhas.

Paper Mario: Sticker Star - 3DS

Gráficos: 9,0 Som: 9,0 Jogabilidade: 9,0 Replay: 9,0

Nota final: 9,0.