quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

[Esporte] Super Bowl: A final


Pra começar, o Super Bowl seria disputado em New Orleans no Mercedes-Benz Superdome, um estádio coberto, localizado na Louisiana e já conhecido por diversos jogos de baseball, futebol americano e basquete, o estádio do New Orleans Saints com capacidade de 72 mil pessoas também é conhecido por abrigar as vítimas do furacão Katrina. Ou seja, o palco da final já tem tradição e é adorado pelos americanos.


Antes do jogo começar, já tinha uma semelhança entre os finalistas 49ers e Ravens. Os dois técnicos Jim e John Harbaugh são irmãos e disputariam pelo título.

Pela segunda vez na final do Super Bowl, os Ravens já tinham sido campeões no Super Bowl XXXV. Diferente do 49ers que já chegou 5 vezes na final e conseguiu ser campeão em todas. Se vencesse, o time de San Francisco seria hexacampeão e empataria com o Pittsburgh Steelers como os times que mais foram campeões do Super Bowl.


O jogo começou com o Ravens fazendo um Touchdown com direito ao ponto extra com certa facilidade. Com a posse da bola, o 49ers não conseguiu avançar o suficiente e devido alguns erros do Quarterback Colin Kaepernick, o 49ers conseguiu anotar apenas o Field Goal.

Novamente no comando, o Ravens fez mais dois Touchdowns em sequência, com grandes passes de Flacco e recepções de Pitta e Jacoby Jones. Ótimo placar para o Ravens para o final do 2º período.


Com uma grande partida do quarterback do Ravens, Joe Flacco o time de Baltimore chegava fácil na End Zone. O jogo vai para o intervalo com um apático 49ers e um inesperado 21 a 6 no placar.

Intervalo. Mega estrutura e show da Beyoncé, que será contada melhor em outro post.

De volta ao campo, início do terceiro quarto. O Ravens consegue fazer mais um TD. E não foi como qualquer um.

 

Joe Flacco acertou um passe de 56 jardas para a recepção de Jacoby Jones, que correu inacreditáveis 108 jardas, dançou na frente dos defensores e marcou o mais longo Touchdown da história do Super Bowl. E ajudou de forma brilhante o Ravens a disparar 28 a 6 no placar.


De volta ao jogo e.... Acabou a luz. Pois é, o maior evento esportivo do mundo também tem seus problemas e foram 36 minutos de queda de energia. O público vaia e espera impaciente.


Com as luzes de volta, quem ficou no escuro por um bom tempo foi o Baltimore Ravens. Logo que a luz voltou, o time parece que sentiu-se confortável com o placar em grande vantagem e deixou o 49ers marcarem dois Touchdowns em seguida e um Field Goal, finalmente com Kaepernick acertando bons passes. O terceiro quarto acaba com 28 a 23, apenas 5 pontos de diferença e muita confiança para a torcida do 49ers.

O ultimo quarto começa com um Field Goal do Ravens, marcando mais 3 pontos e aumentando um pouco mais a vantagem. Kaepernick faz mais um Touchdown, mas a vantagem de 5 pontos continua a mesma, pois os Ravens fizeram mais um Field Goal, o segundo do último quarto e agora com 34 a 29.

Bola do San Francisco, e por pouco o 49ers não chega a virar o jogo, graças à defesa do Ravens que segurou e deixou a equipe adversária marcar apenas mais um Field Goal.


O tempo estava acabando e a posse de bola era do Ravens. Sam Koch ao invés de devolver a bola, correu propositalmente para a sua end zone, marcou um safety, dando 2 pontos para o 49ers, mas o resultado já estava decretado.


Final: Baltimore Ravens 34 x 31 San Francisco 49ers;



Fim de jogo. O Baltimore Ravens era Campeão pela segunda vez e acabou com a hegemonia do 49ers e seu 100% de aproveitamento em Super Bowls. 

Vitória de John Harbaugh, técnico de Baltimore contra seu irmão Jim. Aposentadoria do defensor Ray Lewis que no primeiro título do Ravens foi o MVP (Most Valuable Player - Jogador Mais Valioso em português) da partida em 2001. Agora, o MVP vai para o Quarterback do Ravens, Joe Flacco.

Fim de temporada. E expectativa alta para mais recordes para a próxima temporada. 


Porque o futebol americano não cansa de alcançar recordes. E de conquistar mais fãs.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

[Esporte] Super Bowl: O impacto

O brasileiro ama futebol. Isso é um fato que não podemos negar. O brasileiro gasta o seu salário para pagar ingresso no estádio, para pagar um pay-per-view ou para comprar a camisa do seu time.

Mas por mais que o Campeonato Brasileiro seja disputado, por mais que um time brasileiro esteja na final da Libertadores ou até do Mundial, terá um significado maior do que a relação que o americano tem com o futebol americano e o chamado Super Bowl. Nada como um post explicativo para um esporte que faz de tudo pra ser complicado, mas se entendido, é fantástico! 


O futebol americano, junto com o beisebol e o basquete são os esportes favoritos dos americanos.

A temporada do Super Bowl XLVII começou em 5 de setembro de 2012 e acabou dia 30 de dezembro, dando início aos Playoffs. Que acabaram apenas nesse domingo passado, dia 3 de fevereiro de 2013.

A super final, esperada o ano inteiro pelos torcedores americanos (e dos fanáticos ao redor do mundo) finalmente chegou com a partida entre San Francisco 49ers (campeão da NFC) e Baltimore Ravens (campeão da AFC).


A American Football Conference, se uniu com a National Football Conference em 1966 e só nos anos 70 criaram um liga principal com as duas conferências e assim, juntos, formaram a gigante NFL (National Football League), a principal liga profissional dos Estados Unidos de futebol americano.

 

São 32 times, 16 times em cada conferência. Eles são divididos em 4 grupos separados por região (leste, oeste, norte e sul).


Os 4 vencedores no final da temporada, se classificam para os Playoffs, no qual, os 4 times classificados da AFC enfrentam os times vencedores da NFC até um processo de eliminação que chega a dois vencedores de cada conferência.

US National Football League Teams Location-en.svg

Os Playoffs começam com 12 times, os 8 campeões das 8 divisões, (lembra que foram divididas for região?) ainda enfrentam os vencedores do Wild-Card,  os dois melhores times de cada conferência que não ganharam sua divisão.


Os dois vencedores se enfrentam na mega final chamada de Super Bowl! Entendeu? Eu sei que é difícil e meio complicado de entender mesmo, não se preocupe, pode ler de novo com calma.

Para ter uma noção da grandiosidade e do dinheiro que gira esse evento, dá uma olhada só nos direitos de transmissão! São cinco canais de televisão que dividem os direitos. E juntos pagam aproximadamente 3,1 bilhões de DÓLARES por ano pelos direitos de exibição.

Só para comparar, a receita que todos os times brasileiros de futebol arrecadaram juntos somam "apenas" 2,2 bilhões de REAIS (em 2011). O maior direito de transmissão no Brasil é do Corinthians e do Flamengo que ganham "só" 110 milhões. É uma diferença gritante.

Sabe qual o resultado de tudo isso? A maior audiência já registrada nos Estado Unidos com 48,1 pontos de audiência. 1 % a mais do que a final do ano passado. Sucesso garantido.


Nos próximos artigos, eu falo melhor sobre o que é essa final dos Ravens contra os 49ers, que fez os Estados Unidos parar, a briga das empresas que pagam um absurdo no comerciais de 30 segundos, o show do intervalo com um palco gigante montado em apenas 8 minutos e o amor do americano por esse esporte que faz até a luz acabar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

[Cinema] Crítica: Compramos um Zoológico - 2011


Compramos um Zoológico é baseado na história real de Benjamin Mee (Matt Damon), um pai de família que perde a amada esposa .

Como todos os lugares ao redor da sua casa o lembravam de sua esposa Katherine, Benjamin decide procurar um novo lar para se mudar com seus dois filhos, o garoto Dylan (Colin Ford) e a jovem Rosie (Maggie Elizabeth Jones).


Após visitar diversas casas que não foram aprovadas, a família decide comprar uma casa afastada da cidade, com um gigante terreno e com alguns animais. Quero dizer, MUITOS animais! O local antigamente era utilizado como Zoológico e vários animais, incluindo alguns que estão em extinção, estão passando por dificuldades. Rosie, a filha mais nova, como qualquer criança, amou a ideia, mas Dylan não aceita essa mudança que o deixaria longe dos amigos.

Além da mudança, a morte de Katherine e o zoológico em mal estado, Benjamin tem que lidar com a equipe de cuidadores dos animais liderados por Kelly (Scarlett Johansson) que ao mesmo tempo que o apoiam, pensam que a família não vai durar muito tempo no local, devido à falta de dinheiro e a situação.

Porém, Benjamin pensa "Por que não?" e investe todo o dinheiro guardado por sua esposa para completar a reconstrução e enfim reinaugurar o zoo.

O filme tem uma linda fotografia, os animais são bem carismáticos e os atores em geral, tem boas atuações. Matt Damon tem excelentes cenas de drama, mostrando que apesar de toda a decepção que a família passa, Benjamin se esforça para que tudo dê certo. Bem diferente dos papéis vistos por Matt ultimamente.
Scarlett Johansson também tem um papel leve e mostra uma mulher decidida e que tem seus próprios ideais.

Porém, há um defeito que me incomodou desde o começo. O filme é um tanto quanto fácil de adivinhar o que vai acontecer. Como por exemplo, Dylan, o garoto que não recebe atenção suficiente do pai e que se apaixona por uma linda garota do interior chamada Lily (Elle Fanning) da mesma idade que a sua... a relação se torna meio óbvia.


Ou o próprio Benjamin, que começa a ver Kelly com outros olhos após tentar superar a perda de Katherine. O que será que vai acontecer? Sabe quando podemos sacar toda a história logo no começo do filme e ela não se altera em nada, sem nenhum plot twist?

Apesar disso, o filme diverte, fala sobre superação após uma difícil perda, sobre o poder de uma decisão que pode mudar a sua vida e deixa a entender que um ente querido, mesmo que se vá, nunca deixará de ser sentido ou que suas lições nunca deixarão de existir no coração de quem a amou.


Decisões podem lhe levar em um lugar sem rumo ou em uma aventura e para tomar decisões o tempo todo, você não precisa ser corajoso o tempo todo. Somos humanos e humanos sentem medo. Basta tomar 20 segundos de coragem e eles podem necessários para mudar uma vida.

Nota (de zero a cinco): 3,5

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

[Esporte] Os Brasileiros na Libertadores 2013 - Palmeiras

Palmeiras.

Depois de visitar o céu, campeão da Copa do Brasil, o Palmeiras foi ao inferno ao ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Sem se preocupar apenas em jogar futebol, o Palmeiras enfrenta uma crise sem fim após péssimas gestões que já duram muitos anos. A torcida não aguenta mais contratações que jogam dinheiro fora e jogadores que não se empenham de verdade em campo.

Em 2012, o Palmeiras dependia única e especialmente das bolas paradas do experiente Marcos Assunção que com gols de falta diminuía a agonia Palmeirense.

Agora sem Marcos Assunção que não renovou contrato com o Verdão e foi para o Santos, o esforçado Luan que foi para o Cruzeiro e sem o presidente apático Arnaldo Tirone e o diretor César Sampaio,  as esperanças foram renovadas para um 2013 melhor do que o ano que passou.

Paulo Nobre foi eleito novo presidente, a diretoria passa por um processo de profissionalização com as contratações de José Carlos Brunoro e Omar Feitosa, que já trabalharam anteriormente no Palmeiras e já tiveram sucesso.

Para dividir o elenco entre Libertadores e Série B, o Verdão contratou o goleiro Fernando Prass, ex-Vasco, o lateral Ayrton do Coritiba e que assume as batidas de falta e teve a volta de empréstimo de Wendel e Souza.

Além das muitas contratações que a nova diretoria promete, o técnico Gilson Kleina espera muito mais futebol do meia Valdívia que tem talento, mas parece não se esforçar. Também conta com a cara contratação Wesley que volta de contusão e com os muitos gols do artilheiro nato Hernán Barcos.


Na Libertadores 2013, o Palmeiras vai enfrentar Sporting Cristal do Peru, Libertad do Paraguai e o briguento time do Tigre da Argentina.

O Sporting Cristal não será problema, porém terá uma difícil missão contra o Libertad e o Tigre que são times com mais experiência (atualmente, claro!) em competições internacionais e tem um time  bem entrosado e bem montado do que o Palmeiras, que passa por obras.

Não creio que o Palmeiras vá muito longe na competição justamente por causa dessa falta de entrosamento com peças novas e também pela preparação do time para a Série B.


O Verdão precisa de reforços e se o time continuar o mesmo, a previsão é de uma eliminação rápida e prevista. Porém, nunca devemos desconfiar de times de camisa e tradição. O Palmeiras tem muito o que melhorar, mas a situação não é tão ruim quanto parece.

Possível escalação do Palmeiras:

Fernando Prass, Ayrton, Henrique, Maurício Ramos e Juninho, Souza, Patrick Vieira, Wesley e Valdívia, Barcos e Maicon Leite.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

[Esporte] Os Brasileiros na Libertadores 2013 - Fluminense

Fluminense

Depois de ser Tetracampeão Brasileiro com três rodadas de antecedência, o Flu vem com tudo para a Libertadores 2013. O time comandado por Abel Braga tem um ótimo elenco e tem tudo para ir longe na competição.

O Flu conta com a excelente fase do goleiro Diego Cavalieri, com os volantes Jean e Edinho, um meio campo formado por Deco e Thiago Neves e um fortíssimo ataque com o matador Fred e o rápido e habilidoso Wellington Nem. Na minha opinião, o único ponto fraco do time é a zaga composta de Gum e Leandro Euzébio. Como um time de jogadores caros, como os citados acima, não podia contratar zagueiros de mais qualidade?


O clube das Laranjeiras ainda contratou o meia Felipe que veio do Vasco, o lateral Wellington Silva que veio do Flamengo e o meia-atacante Rhayner ex-Náutico.

O time está entrosado e não deve encontrar dificuldades para passar da primeira fase. O seu grupo é formado pelo desconhecido Huachipato do Chile, o Grêmio e o Caracas da Venezuela.
O time do Abelão, tem tudo para brigar pela liderança com o Grêmio e atropelar os outros times mais modestos.


E ainda brigariam por posição ou seriam grandes armas para o segundo tempo: o volante Diguinho brigaria pela posição com Edinho, os meias Felipe e Wagner e o sempre perigoso atacante Rafael Sóbis.

O tricolor da Laranjeiras é um dos favoritos a conquistar a taça em 2013.

Possível escalação do Fluminense:

Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gun, Leandro Euzébio e Carlinhos, Jean, Edinho, Deco e Thiago Neves, Fred e Wellington Nem.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

[Esporte] Os Brasileiros na Libertadores 2013 - Corinthians

Após o São Paulo passar sem dificuldades no placar agregado contra o Bolívar e o Grêmio vencer nos pênaltis a LDU depois de uma nervosa partida, estão confirmados os seis times brasileiros possíveis na fase de grupos da Libertadores 2013. Mas quais são as chances dos clubes brasileiros este ano?


                         










Falarei de cada um, Corinthians, Fluminense, Palmeiras, Atlético Mineiro, Grêmio e São Paulo.

Começando pelo Corinthians, o último campeão.
               
Corinthians.

O ano de 2012 foi inesquecível para o Bando de Loucos. Após vencer a Libertadores, passando por todos os desafios (time brasileiro, altitude, o último campeão Santos e a maior ameaça o Boca Juniors) e ainda mais embalado após ser Bicampeão Mundial, o Corinthians fez contratações pontuais. 

O time precisava de um meia-armador destro, pois tinha apenas o Danilo e o Douglas na posição e ambos são canhotos. Contratou o Renato Augusto do Bayer Leverkusen que mostrou talento no Flamengo e tem tudo pra brigar pela posição. Contratou o zagueiro Gil, ex-Cruzeiro, que chegou na hora certa para ficar no lugar do Chicão, que ficará um mês parado por causa de uma contusão.

E claro, a contratação do Alexandre Pato do Milan, que é um artilheiro nato, passou por muitas dificuldades na Europa devido às diversas contusões, porém com o Departamento Médico do Corinthians, que é um dos melhores do mundo,  Pato terá tempo para balancear a força muscular de cada perna, pois no Milan, após cada contusão, uma perna ficava mais forte do que a outra. E o DM do Milan, não tinha paciência de esperar o jogador ficar 100%. Assim se machucava mesmo.

Sem falar na defesa que leva pouquíssimas infiltrações do ataque adversário e se passar, ainda tem o goleiro Cássio em uma excelente fase. Que também conta com os volantes Ralf impecável na contenção e Paulinho (que recusou proposta milionária da Inter de Milão e é titular da Seleção) marcando e aparecendo se surpresa no ataque.


Com o Pato marcando gols, acompanhado no ataque por Guerrero e Emerson Sheik  receberão bolas do meio campo formado por Danilo e Douglas com o Renato Augusto brigando por posição. Ainda com o talismã Romarinho, o incansável Jorge Henrique, Guilherme ex-Lusa e o polivalente Edenilson na reserva, esse time vai dar muita dor de cabeça para o Tite armar o time e principalmente para os adversários. Esse time bem entrosado é praticamente imbatível.

Com possível última Libertadores jogada no Pacaembu, a expectativa é alta para mais uma Libertadores chegar no Parque São Jorge.

Seu grupo na Libertadores é formado por San José, Millonarios e Tijuana, que serão alvo fácil do Timão, que enfrentará a maior dificuldade em fazer longas viagens e enfrentar a altitude na Bolívia.

Possível Escalação do Corinthians:

Cássio, Alessandro, Chicão (Gil), Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Douglas(Renato Augusto); Emerson Sheik e Guerrero (Alexandre Pato).

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

[Música] Crítica: Strangeland - Keane - 2012

Strangeland, já começa de uma forma diferente. Agora com um 4º membro, o baixista Jesse Quin, o Keane tinha a missão de voltar às origens depois de um mediano/bom Perfect Simmetry e uma péssima experiência em Night Train.

Bom vamos lá!


O álbum começa muito bem com uma música que une um Keane do Hopes and Fears com um pouco de Perfect Simmetry. Mas a gigante diferença, é que é possível escutar um lindo piano que já me trás grandes esperanças desse álbum ser "daquele" Keane.

Silenced foi o primeiro single e mostrou aquilo que todos os fãs queriam. Um piano bem à mostra, um ótimo refrão com uma voz bem imponente de Tom Chaplin. Não é a melhor música, mas é tudo que os fãs precisavam ouvir de início. É bem como um feijão com arroz, sem exageros, mas ainda com delicadeza.

Disconnected é a minha preferida do Strangeland. A música envolve um grande refrão e tem uma grande melodia! Tudo se encaixa, o refrão é muito bom, o clipe por sinal, também é excelente e vale a pena dar uma olhada.
Uma das minhas preferidas não só do cd, mas da banda.


Watch How You Go, é mais uma linda letra (bom é Keane, mantendo a qualidade), uma música mais calma e diminui o ritmo devidamente depois de Silenced e Disconnected.  O ritmo diminui, mas a qualidade segue alta. Nenhuma música ruim até o momento.

O ritmo sobe novamente com Sovereign Light Café e adoro essa música por um motivo. Pode parecer besta, mas quando ando na rua, a batida da música acompanha o meus passos e a música me passa uma alegria que não sei de onde vem.
Uma curiosidade é que a vontade de fazer "Sovereign", veio depois de muito tempo tentando criar uma letra que fizesse sentido para essa música e foi em um ônibus em uma turnê em São Paulo, que Tim Rice-Oxley conseguiu encaixar uma boa letra.

O álbum segue com On The Road que tem uma batida rápida, não é genial, mas também é uma boa música. Mas sempre que chego nessa música, pulo para a próxima The Starting Line, que essa sim é uma das melhores do cd.

The Starting Line, na minha opinião é uma música que poderia repetir o dia inteiro que nunca cansaria. O refrão é muito bom com um tom alto, um excelente vocal do Tom, uma letra sensacional... Keane.

Black Rain é uma música mais lenta, mas que tem uma bela melodia e graças ao competente Tom, a música não fica só naquela coisa básica, diferenciando no refrão e na extensão da música, que termina muito bem.

Neon River,  Day Will Come e In Your Own Time entram na mesma categoria. São boas músicas, mas nada mais do que isso. Não são ruins, mas não são memoráveis.

E pra acabar o álbum, a genial Sea Fog. O Keane mostra que não é preciso fazer barulho pra fazer uma linda música. A simplicidade e a melodia que segue até o final da música sem arriscar, pára para um grande vocal de Tom, um fim meio sombrio para o álbum que mostra que nem tudo pode ser, do jeito que nós queremos. Um final não precisa ser grandioso pra mostrar um excelente álbum.

Strangeland trás uma carga dramática em cada música e entrega um álbum que fará sucesso com os fãs e é bom o suficiente pra mostrar pra critica como essa banda é diferente.

O Keane consegue voltar as suas origens, sem voltar necessariamente a repetir a mesma receita. Sem o toque único de Hopes and Fears, sem os exageros de Perfect Simmetry e a maluquice de Night Train. Pois é, o Keane está de volta com um excelente material. Agora só falta voltar para o Brasil fazer um show solo da turnê Strangeland, né?

Melhor Faixa: Disconnected e Starting Line.
Pior faixa: Day Will Come

Nota (de zero a cinco) : 4,5