terça-feira, 15 de janeiro de 2013

[Games] Jogos violentos não atrapalham uma boa educação

Desde pequeno cresci jogando um Super Nintendo e depois um Nintendo 64. Nas horas antes das provas, que supostamente deveria estar estudando, estava jogando vídeo-game. E por acaso isso me atrapalhou?


De maneira alguma! Pelo contrário. Sempre tive uma forma de estudo meio diferente. Presto muita atenção na hora da explicação e momentos antes da prova, relaxo um pouco. Jogar um vídeo-game ou escutar uma música, me deixa mais tranquilo. Assim, sem nervosismo, me preocupo apenas em relembrar a matéria que já aprendi.

Os games realmente me ajudaram a ser quem eu sou.

Outro dia, li uma matéria sobre como as crianças podem se tornar violentas por causa dos games. Achei essa matéria um absurdo:
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http://info.abril.com.br/games/noticias/2013/01/75-dos-pais-americanos-culpam-games-por-violencia-diz-estudo.shtml
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Agora me falem: o que torna as crianças violentas? A má educação que os pais ensinaram à criança ou os games?

Claro, os pobres pais ausentes não vão colocar a culpa em si mesmos.

A violência está em todo lugar. Na televisão, nas ruas e também nos games. Mas com essa questão, não basta apenas colocar a culpa no vídeo-game. Depende de como essa criança foi educada e se ela é cabeça fraca o suficiente pra tentar reproduzir a cena que viu na televisão na vida real.

A culpa é dos pais, não dos games.
Inclusive, eles ensinam lições que podem ser levadas para a vida.

Os games não me mostraram que eu tenho que sair matando todo mundo na rua.

E sim, me ensinaram que temos chances de errar e falhar, mas podemos tentar de outro jeito.

Me ensinaram a não desistir até eu terminar o meu objetivo, senão tudo pode se perder.

Me ensinaram até inglês, veja só! Os games me incentivaram a conhecer o que a história estava contando e me incentivaram a aprender as opções que eu posso seguir. E no final eu posso encontrar a princesa, salvar o mundo ou perder o jogo. Ainda assim eu posso recomeçar, quando eu quiser.

A violência que encontram nos games pode ser pecado para um ou diversão para outro. Não depende do jogo e sim da forma que você foi criado.

Ah, os games também nos ensinam isso. Podemos ser heróis ou vilões. Resta saber se a pessoa que critica está afim de conhecer o outro lado da história. Uma simples pesquisa no Google é capaz responder:

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http://www.gamecult.com.br/cult/games-ajudam-na-recuperacao-de-pacientes-na-aacd/#.UPHlbeToTlU

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/10/games-de-esportes-ajudam-na-forma-fisica-de-adolescentes-diz-estudo.html

http://www.gamevicio.com/i/noticias/146/146267-games-ajudam-a-tomar-decisoes-em-situacoes-de-perigo/index.html

http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede/entrevista/como-os-games-ajudam-a-melhorar-a-sociedade/

http://www.guiadicasgratis.com/estudos-afirmam-que-games-ajudam-na-memoria/

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[Outros] O dia em que conheci Charles Martinet


Com certeza, todos que estão lendo esse texto, já jogaram uma vez na vida algum jogo do Mario.

No jogo Mario 64, o encanador ganhou uma voz. A voz de Charles Martinet.


Tudo começou quando a Nintendo fez uma seleção para encontrar um dublador para Mario. Charles, que já era ator, não deu muito atenção. Afinal, por que isso faria sucesso? 

Mas já que estava lá, ele foi até o local, para fazer as audições. Ele chegou bem atrasado, o entrevistador já estava cansado de ouvir tantos candidatos, mas aceitou ouvir Charles. Ele deveria fazer o papel de um encanador italiano.

Martinet começou a gravar com uma voz grossa, como um encanador robusto. Logo desistiu e tentou fazer um personagem mais simpático, mais amável. Começou a gravar: Olá, sou Mario, Okiedokie! Do jeito que já conhecemos. O diretor disse: Ok, já está bom, pode ir embora, você já gravou muito! Qualquer coisa te ligamos, a porta está ali! E Charles foi embora,. Não demorou muito e já recebeu a dita ligação. Encontramos nosso Mario, disse Shigeru Miyamoto, criador do Mario, Link, Donkey Kong e muitos outros.


Em 2011, li uma notícia falando que Charles Martinet viria para o Brasil fazer o lançamento do novo jogo do Mario para o Nintendo 3DS, Super Mario 3D Land, na livraria Saraiva, pertinho de casa.

E claro, como um bom Nintendista fui conferir de perto tal feito. O cara é a humildade em pessoa, e fez todos rirem e se sentirem super à vontade. Atendeu todo mundo com muito respeito e simpatia. E para fechar com chave de ouro, ele fez uma bela dedicatória, autografou o 3DS do meu irmão e meu  novo jogo Super Mario 3D Land. Assisti a coletiva de imprensa e cada vez mais percebo que jornalismo é a minha escolha certa. Tem muita coisa chata, mas em momentos como esse, vale a pena passar por cada perrengue. 



domingo, 13 de janeiro de 2013

[Música] Crítica: Mylo Xyloto - Coldplay - 2011

Quero começar minhas análises de álbuns de bandas com uma das minhas favoritas, o Coldplay.

Tenho os cds do Coldplay, fui no show no Morumbi em 2010 e acompanho a carreira faz tempo.

A banda tem vários hits já no lançamento de Parachutes com Yellow e Shiver. Parachutes era um álbum mais intimista e calmo. Um tímido Coldplay. Bem como uma apresentação ao piano que conquistou os fãs em Trouble e marcou a banda.

A Rush of Blood to the Head veio à seguir e chega com mais imponência, logo de cara com Politik. Tem hits de sucesso e de uma vez por todas, conquistou os fãs com In My Place, The Scientist e Clocks. A Rush inclusive, ganhou um Grammy em 2003 por "Melhor Álbum de Música Alternativa".

Para não deixar o sucesso baixar, Chris, Guy, Jonny e Will lançaram X&Y, com Fix You, que para mim tem uma das melhores letras já escritas em todos os tempos. Também fizeram sucesso, Talk, Speed of Sounds e The Hardest Part.

A partir daí, em Viva la Vida or Death and All His Friends, com a produção de Brian Eno, o Coldplay decidiu mudar de ares e quis fazer um som mais experimental, com letras sobre revolução, batalhas, com vestuário inspirado na Revolução Francesa, mas ainda dava pra encontrar um pouco do Coldplay "das antigas". Tem belas canções como Strawberry Swing, Lost, Lovers in Japan, Cemeteries of London, Violet Hill e óbvio  Viva la Vida, com músicas praticamente feitas para tocar em estádios e palcos gigantes. Logo em seguida, lançou o live, LeftRightLeftRightLeft.

Até que o Coldplay se entregou de vez ao sintetizador, de músicas gigantes, admitiu que gosta de Rihanna e lançou o Mylo Xyloto.
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Pra começar, não gosto dessa escolha de temas para cada álbum. A partir de com a produção do Brian Eno, o Coldplay passou a adotar estes temas, tanto como inspirações musicalmente, nas roupas e decoração do palco. Viva la vida, Revolução Francesa. Mylo Xyloto, grafite e movimentos revolucionistas.
Mylo Xyloto é um nome criado pelos integrantes para criar algo somente deles. "Mylo Xyloto" não tinha resultados no Google e agora por causa da banda tem aproximadamente 5.020.000 resultados. O álbum é conceitual e conta a história de amor da Mylo e do Xyloto, segundo o próprio Chris Martin.

Também comentaram que neste álbum ocorreria a "libertação total" da timidez do guitarrista, Jonny Buckland. Veremos.

O Coldplay chegou em seu 5º álbum em seu limite da procura de novos estilos. Enfim, vamos para as faixas de Mylo Xyloto:

Faixas:

1. "Mylo Xyloto" : Musica instrumental, uma bonita abertura de disco.

2. "Hurts Like Heaven" : Hurts é uma das minhas preferidas, apesar de ficar um pouco receoso pelo título. A música tem uma pegada mais rápida, que me conquistou na hora. Ainda preferia uma versão com a voz do Chris um pouco mais limpa.

3. "Paradise" - Tem um grande apelo comercial, pelo refrão-chiclete, PARA-PARA-PARADISE (o verso é repetido 6 milhões de vezes). A melodia é linda, mas sério... precisava mesmo repetir tanto?

 4. "Charlie Brown" - E chegamos na melhor música do Mylo! Aqui vemos aquela liberdade dada, ao discreto guitarrista Jonny, que consegue fazer um grande trabalho nessa faixa com um sensacional riff de guitarra.

5. "Us Against the World" - Esta faixa contém a participação do baterista Will no piano e nos vocais junto com o Chris. Essa música lembra o tempo de ouro de Parachutes, primeiro cd dos britânicos. É uma faixa calma, que vai crescendo com cada membro da banda entrando em seu tempo. Realmente é umas das minhas preferidas, não só do Mylo, mas de todos os outros álbuns.

6. "M.M.I.X." - Outra instrumental, meio desnecessária, mas ok.

7. "Every Teardrop Is a Waterfall" - Aqui começa o meu medo. A música tem uma boa letra, tem uma guitarra sensacional... MAS O QUE É ESSA BATIDA ELETRÔNICA?? O Coldplay nunca precisou dessa batida eletrônica, nem nunca vai precisar. Dava pra facilitar, mas essa mania de deixar tudo grandioso...

8. "Major Minus" - Excelente música, tinha tudo pra ser single, mas preferiram a Rihanna. Bom, depois falamos dela. Tem uma guitarra imponente e torna a música meio sombria. Mais uma vez, preferia uma voz mais limpa do Chris.

9. "U.F.O." - Que música LINDA! Tudo é perfeita, a voz do Chris, a letra, a melodia, TUDO. Pena que é tão curta. Essa simplicidade dessa música é melhor que toda aquela batida eletrônica de Every Tear e Princess of China.

10. "Princess of China" (com participação de Rihanna) 

Eu me pergunto todo o dia, o porquê colocaram essa música no CD. A Rihanna tem o apelo pop, que eu tenho MUITO medo de ver no Coldplay. Me pergunto, o que essa música tem a ver com o cd, a não ser um apelo comercial?

11. "Up in Flames" - Era uma boa música se o refrão não se repetisse por 60 vezes. 

12. "A Hopeful Transmission" - Outra instrumental... bonita abertura para a explosão de Don't Let It, a próxima faixa.

13. "Don't Let It Break Your Heart" - Mais uma música impecável. Aqui sim a grandiosidade foi bem colocada, na hora necessária. 

14. "Up with the Birds" - Pra fechar o álbum muito bem, o início da música me lembra 42, do Viva. 

O nível caiu um pouco de Viva la Vida, o álbum anterior e caiu muito em relação aos 3 primeiros cds.
O exagero do sintetizador e na batidas muitas vezes influência no resultado final. O que sempre me conquistou no Coldplay é a simplicidade de fazer lindas músicas só com o piano, mas também conseguia muito bem fazer uma música "alta" como Politik, Viva la Vida ou a própria Don't Let It Break Your Heart.

Tem muitos pontos positivos e tem preocupantes pontos negativos. A batida eletrônica é desnecessária e a participação da Rihanna mais ainda.

Ainda assim, é possível ver que a essência da banda ainda está lá, com Us Against the World, Charlie Brown, U.F.O. e Don't Let It Break Your Heart.

O próximo álbum depois do  Mylo Xyloto, será decisivo para a banda. Resta saber se eles vão investir de vez nas batidas eletrônicas e perder um brilhante futuro ou se o Coldplay vai desistir dessas aventuras musicais, voltar ao seu bom (excelente!) e velho som de A Rush of Blood to The Head e tornar-se um grande do jeito certo.

Melhor Faixa: Charlie Brown e Us Against the World.
Pior faixa: Princess of China

Nota (de zero a cinco): 3

sábado, 12 de janeiro de 2013

[Outros] O dia em que conheci Edgar Vivar

Antes de tudo, quero falar que amo Chaves. Conheço 80% das piadas, já assisti cada episódio umas 500 vezes. Ok, agora, podemos continuar.

Era uma quarta-feira, em plena semana de provas na faculdade. No meio de uma pesquisa e outra, fiquei sabendo pelo Twitter que o Edgar Vivar (pra quem não sabe, o intérprete do Sr. Barriga do Chaves), viria para o Brasil fazer um show com músicas do Chaves com uma banda e que seria sensacional relembrar todas as histórias e piadas que cansamos de ouvir, mas que ainda dou altas gargalhadas.

Acordei 6 horas em um domingo, e não me arrependi. Pois é.

Junto com o meus amigos Diego e Janaína e meu irmão Renato ficamos mais de 10 horas na fila, mas a recompensa foi bem maior do que eu pensava.  Chegamos ao Carioca Club, um pouco cedo demais. O show começava as 17:00 e chegamos as 7:00. Coisa de fã exagerado.

Quando era quase 13:00, conheço um dos caras mais humildes e simpáticos do mundo. Edgar Vivar, sai de uma um simples carro prata e como se fossemos parte de sua família.

Ele nos cumprimentou, dissemos que estávamos desde cedo na fila e ele ficou até emocionado (de verdade). Pegamos autógrafos, tiramos fotos, e até ajudamos a montar o palco, como uma forma de retribuir por tantas risadas que esse homem já nos proporcionou.

Depois demos entrevista à TV Azteca que transmitirá para a Argentina e o México, o carinho e amor que ninguém consegue imaginar que o brasileiro tem por essa série.

Isso tudo aconteceu antes do show começar... Daí já podia voltar pra casa que já estava satisfeito. Mas o show foi muito melhor do que poderíamos imaginar e foi perfeito. Perfeito porque fizemos por merecer. A recompensa vem com o esforço e isso sabemos fazer muito bem. Um dos melhores dias minha vida, favor, volte sempre.

[Games] Crítica: Paper Mario Sticker Star - 3DS

Paper Mario é uma série RPG da Nintendo, lançada em 2001 para o Nintendo 64 e como o nome sugere, todos os personagens e cenários são feitos de papel. (ah jura?).


O game já teve sequências para o Game Cube em Paper Mario: The Thousand-Year Door e mais recentemente para o Wii em Super Paper Mario, no qual é possível trocar o 2D pelo 3D para resolver desafios.

A Nintendo lançou em Novembro de 2012, pela primeira vez em um portátil, o novo Paper Mario Sticker Star, para Nintendo 3DS.


Enredo

O enredo é fácil de entender e não tem muitas complicações. Os moradores do Reino do Cogumelo fazem anualmente um evento na cidade de Decalburg para comemorar a passagem do Sticker-Comet. Enquanto o cometa passa pelo céu, Bowser entra em cena e decide roubá-lo, só para variar. 
No entanto, ao ser barrado por alguns Toads, o cometa se despedaça em seis partes. Uma delas cai na cabeça do vilão, que fica com uma super-força. Já que ele está no local, aproveita para sequestrar Peach mais uma vez. Mario tenta impedir, mas é impossível vencer o recém-todo-poderoso Bowser.

O papel de Mario agora, é sair em busca destes Royal Stickers, com ajuda de Kersti, uma fada-coroa (fada me lembra a Navy de Zelda, o que me deixa nervoso em questão de segundos) que o ajudará a achar os pedaços do cometa.


Qual a necessidade de um mapa de fases?

Sticker Star introduz boas adições à série, porém peca em pequenas, porém importantes peças.

Na criação, os produtores tentaram incrementar o novo jogo colocando escolhas de fases, no estilo 'New Super Mario Bros'.


Isso facilita para os novos gamers, até porque fica muito mais fácil prosseguir com o jogo. Com essa tática, é pouco provável que você ficará preso em alguma parte. Muito mamão com açúcar.

                                     Retorno das Batalhas de Turnos

Uma qualildade é o retorno da batalha em turnos. Mas (esse jogo tem vários "mas") me incomodou a opção de ignorar as batalhas. Você não sobe níveis como no game do 64, o que te obrigava a lutar com cada inimigo para conseguir ficar forte o suficiente para passar por aquele chefe impossível.

<<<Imagem do Nintendo 64>>>

O sistema de batalhas agora é realizado com os adesivos que você cola em uma agenda e tem um certo número de páginas, ou seja, uma hora esse espaço pode acabar. Você pode escolher entre fugir e passar a fase mais rápido ou ficar em uma batalha demorada, gastar seus Stickers e ganhar apenas moedas e corações por isso.


Isso te obriga a juntar moedas e comprar mais adesivos no Market da cidade de Decalburg.

A falta de parceiros.

Também senti falta de parceiros no game. Além de trazer uma alternativa no ataque e defesa das batalhas, as parcerias enriqueciam a qualidade dos personagens da história.

Então, o jogo não tem pontos positivos?

Claro que tem. O humor apresentado em toda a série continua presente em Sticker Star. Mario ganha de Kersti o poder de ~papelização~, uma oportunidade de mudar o cenário e conseguir passar por puzzles. Você pode colar objetos simples, como uma Fire Flower, um aspirador de pó, um ventilador gigante e até uma cabra. (?)



A trilha é excelente, assim como a jogabilidade. Os gráficos estão lindos para o 3DS e mostram a profundidade com muita eficácia. Todo o cenário tem objetos que podem ser derrubados e caem como papel. Você pode ficar preso em um clip de papel por um Shy Guy maluco.

 

Conclusão:

O jogo - sem comparar com outros jogos da serie - é excelente. Porém, se lembrarmos as qualidades da franquia, como parceiros e pontos de experiência, que poderiam ser adicionados ao sistema de adesivos, entendemos que o game tinha chance de ser ainda melhor. Ainda assim, diverte muito.

Mais um ponto para o Mario de papel.

Prós: Bonitos gráficos, bom uso do 3D, humor continua presente e a 'papelização'.

Contras: Falta de parceiros e pontos de experiência, mapa de mundos desnecessário e possibilidade de descartar batalhas.

Paper Mario: Sticker Star - 3DS

Gráficos: 9,0 Som: 9,0 Jogabilidade: 9,0 Replay: 9,0

Nota final: 9,0.

[Crônica] A Feira de Profissões

Lá estava o garoto cheio de dúvidas para decidir qual seria a profissão que vai seguir.

Ele poderia ser dentista como o pai. Ou professor como a mãe.

A cada pessoa que ele pedia uma opinião, respondia: o que você mais gosta de fazer?

Resposta? Muita coisa!

Para sanar essa dúvida de uma vez, o garoto foi até uma daquelas feiras de profissões.

Cada profissão tinha um representante da função, que explicava e tentava te trazer para a respectiva carreira.

Até que um homem subiu em um palco e começou a falar em um microfone:

Você gosta de sorrisos? De ver as pessoas alegres mostrando os lindos dentes? Faça odonto, meu caro!

Outro homem tomou o microfone.

Que nada! Você gosta de construir coisas? Você pode construir sonhos de alturas inigualáveis! Você não sonha em chegar no céu? Seja um arquiteto!

Outro:

Pfff besteira! Você quer ser jornalista? Você pode criar opiniões e definir um novo estilo para uma sociedade a partir do seu ponto de vista.

Mais um:

Ahhh mas o que é isso? Você precisa ser fotografo! Clicar, guardar e tocar pra sempre naquele seu dia especial. Quer mais do que isso?

Escutando isso tudo, um velho com roupas sujas, que já até perdeu a conta da sua idade, pegou o microfone e disse:

Dentista? O sorriso é muito mais do que dentes. É um estado de espírito. Um sorriso verdadeiro vai além do que seus dentes podem mostrar. É a felicidade transcendendo você.

Arquiteto? Construir sonhos vai muito além de construir gigantes castelos. Construir um sonho é acordar no dia seguinte com vontade de ter sucesso. De chegar onde você sempre quis.

Jornalista? Você não cria opiniões. Você mostra o seu lado. Você não decide pelo outro, você dá uma sugestão. Não cabe a você decidir o que as pessoas fazem ou devem fazer.

Fotografo? Você não precisa tocar naquela memória especial. Porque ao invés de ficar mexendo na câmera fotográfica, você não aproveita o seu dia especial? A memória é o melhor álbum de fotos que o ser humano pode ter.

Até que o menino incrédulo com tudo aquilo que o velho disse, perguntou:

Mas, velho! Qual é a sua profissão afinal? Onde você aprendeu isso tudo?

E ele respondeu.

Minha profissão? Todas. Moro na rua. Não tenho dentes, mas sei sorrir. Nunca tive casa, mas vivo em todo lugar. Não tenho máquina fotográfica e menos ainda alguém já ligou pra minha opinião. Mas ainda sei sonhar. E é isso que importa.

Todos no recinto aplaudiram o velho. Inclusive o menino. Não, ele não quer ser um mendigo. Ele pode seguir em dúvida. Mas, ele sabe que nunca vai parar de sonhar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

[Poema] Temporada da Enganação

Começa a temporada de convencimento
Candidatos positivistas à todo momento
Tratam temas como educação e a política
Como se fossem meras estatísticas.

Um mandato não é o suficiente.
Tem muito trabalho pela frente.
Ajudamos a comunidade carente.
Até o suporte àquele deficiente.

Corruptos fazem o que querem.
Mas pra se defender, esforço não medem.
“Você não receberia aquele dinheiro?”
Pensam no bolso, mas é o caráter que perdem.

Procuramos um candidato justo,
Algo que a cidade não tem.
Qual sua proposta pra saúde?
“Que tal o Aerotrêm?”.

Procuramos manter a ordem e o progresso.
Procuramos conquistar com o braço forte.
Seguir com o sonho intenso.
Então cadê aquele Brado Retumbante?