Por que os seres humanos precisam sentir? Viver por si só, já é considerado um milagre pelo tamanho do nosso universo. Para estarmos aqui, muitas particularidades aconteceram, muitas pequenas coisas.
A gravidade, a localização da Terra no Sistema Solar (nem muito longe, nem muito perto do Sol), a adaptação da própria natureza...
O homem evoluiu, criou uma forma de comunicação e se relacionou com outras pessoas. Construiu seu próprio habitat, mudou a natureza para os caprichos do homem, criou coisas para o seu próprio prazer.
Porém ainda havia mais uma particularidade. Lidar com os seus próprios sentimentos.
As pessoas criam critérios em suas cabeças e tudo o que você faz, passa nem que seja por meio segundo na sua cabeça antes de falar.
Tente não pensar em nada. Você conseguiu? Não, na verdade você acaba de pensar em não pensar em nada. Agora você está pensando em se esforçar na tarefa de não pensar.
Se ter uma carreira de sucesso, uma vida feliz e um grande amor, ultrapassar a barreira imposta pela sociedade, já é considerada uma tarefa árdua, ainda é preciso sentir. As vezes me pergunto: Por que sentir-se triste ou feliz? Por que desde a sua criação, o ser humano apenas não vive? De onde surgiu essa ânsia em pensar sempre no futuro, na evolução e no progresso?
Sem os sentimentos, as pessoas apenas viveriam para sobreviver
Ninguém se importaria com ninguém. Você saberia quem são as pessoas conhecidas, mas não entenderia o quanto elas significam para você.
Surge o amor
Criar relações seria a melhor forma de evoluir. Os sentimentos apareceram pela primeira vez ainda nas cavernas, com o desenvolvimento do homem. Eles perceberam que realizar tarefas em conjunto era muito mais fácil. Essa proximidade levou aos primeiros sentidos. De cuidar da sua comunidade, proteger aquele que te ajuda. De que essa relação pode ser mais do que reprodução. Assim nasceu o amor, o maior dos sentimentos.
Viver passou a ser: manter os seus sentimentos equilibrados. É considerado louco aquele que sente de forma exagerada ou que não sente nada
Quem sabe, ainda estamos criando novos. Lidar com os sentimentos faz parte do desenvolvimento humano.
domingo, 3 de agosto de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
[Outros] Resposta sobre a vida
Pensei no que deveria responder quando minha futura filha perguntar: "O que é a vida?". Não é uma coisa simples de responder, mas quem sabe até ela nascer, eu tenha uma resposta melhor. Cheguei a essa conclusão:
Viver é saber que uma hora tudo pode acabar.
É saber que o minuto que chega, logo se vai.
É entender que o passado junta memórias invisíveis.
É aprender a fazer coisas boas e entender o que é ruim.
É lutar pra realizar atos, que um dia serão chamados de lembranças.
É saber que o que chega rápido vai rápido, com uma balança de felicidade e decepção.
É entender que para o amor sempre temos tempo.
É estar pronto para em qualquer ocasião enfrentar o acaso.
É entender que o futuro pode ser daqui há 10 anos ou no próximo segundo.
É viver o presente para transformar o nosso futuro em uma boa história do passado.
É saber que esquecer faz parte vida. Para enfim guardar espaço para memórias realmente de valor.
O passado, presente e futuro são entrelaçados. Não passam de marcação de tempo.
Hoje, para o Fábio de 20 anos, a resposta do que é a vida é: criar o seu próprio tempo.
Viver é escrever a sua história para as pessoas lembrarem de você. Existem duas vidas: a real e a da sua consciência. Para a felicidade plena, você precisa estar satisfeito com as duas. A sua vida e a memória das pessoas no futuro estão diretamente ligadas. Se você não cativar e criar o suficiente para ser lembrado, você não viveu. Viver é criar.
Viver é saber que uma hora tudo pode acabar.
É saber que o minuto que chega, logo se vai.
É entender que o passado junta memórias invisíveis.
É aprender a fazer coisas boas e entender o que é ruim.
É lutar pra realizar atos, que um dia serão chamados de lembranças.
É saber que o que chega rápido vai rápido, com uma balança de felicidade e decepção.
É entender que para o amor sempre temos tempo.
É estar pronto para em qualquer ocasião enfrentar o acaso.
É entender que o futuro pode ser daqui há 10 anos ou no próximo segundo.
É viver o presente para transformar o nosso futuro em uma boa história do passado.
É saber que esquecer faz parte vida. Para enfim guardar espaço para memórias realmente de valor.
O passado, presente e futuro são entrelaçados. Não passam de marcação de tempo.
Hoje, para o Fábio de 20 anos, a resposta do que é a vida é: criar o seu próprio tempo.
Viver é escrever a sua história para as pessoas lembrarem de você. Existem duas vidas: a real e a da sua consciência. Para a felicidade plena, você precisa estar satisfeito com as duas. A sua vida e a memória das pessoas no futuro estão diretamente ligadas. Se você não cativar e criar o suficiente para ser lembrado, você não viveu. Viver é criar.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
[Poema] Amor em tempos de redes sociais
A internet revolucionou os relacionamentos
Redefiniu o significado de saudade
Aproximou o longe, distanciou o perto
Quase maldade
Deu comodidade aos que podem se ver
Diminuiu a quantidade de encontros
Com a falsa sensação de proximidade na rede
Os caminhos tornam-se longos
Quem se conhece por lá
Conhece ao mesmo tempo tudo e nada
Conhece as músicas e filmes favoritos
A rotina, os medos ou o último amor
Não sabe o verdadeiro som da risada
Ou o olhar sem ser filtrado por um monitor
Tão longe não sente
Tão próximo que mente
Redefiniu o significado de saudade
Aproximou o longe, distanciou o perto
Quase maldade
Deu comodidade aos que podem se ver
Diminuiu a quantidade de encontros
Com a falsa sensação de proximidade na rede
Os caminhos tornam-se longos
Quem se conhece por lá
Conhece ao mesmo tempo tudo e nada
Conhece as músicas e filmes favoritos
A rotina, os medos ou o último amor
Não sabe o verdadeiro som da risada
Ou o olhar sem ser filtrado por um monitor
Tão longe não sente
Tão próximo que mente
sábado, 19 de julho de 2014
[Série: Versos de Ciência] Estrela Dalva Entrevista: Lua
No palco localizado em Plutão, que virou estúdio de TV após uma ajudinha dos cientistas que o rebaixaram para planeta anão, a plateia de estrelas recebe com muitas palmas a entrevistada Lua.
Com uma vestido branco muito elegante, a senhorita Lua aproveitou uma noite nublada na Terra para dar uma passadinha em Plutão. Mais precisamente no programa mais visto na galáxia, o "Estrela Dalva Entrevista".
A entrevistadora logo comentou sobre os bastidores da galáxia dos famosos. A Lua ficou incomodada quando Dalva comentou sobre a sua relação com o Sol. Eles quase não se falam e se encontraram pela última vez no eclipse do ano passado. O teor da conversa não foi revelado.
Quando perguntada sobre o casamento com a Terra, a satélite natural se derreteu inteira: "Ah, a Terra é uma querida, né? Fico cuidando das marés e ajudo um pessoal com um lance de horóscopo. Eles chamam a minha troca de roupa de fases, mas já estou acostumada com os humanos. Eles vivem tentando me fotografar, falando pra levar um recado pra amada deles, mas sou meio tímida, você sabe, né Dalva?". (Risos)
Dalva chamou o intervalo. As bailarinas Três Marias faziam uma coreografia perfeitamente alinhada, todas com um vestido super primavera-verão de Saturno.
De volta à entrevista, a Lua agora falou sobre os deuses. "Olha, eu sei que Deus e Zeus não se encontram muito, mas sempre que os vejo, mando um abraço dos humanos. Eles criam umas histórias muito criativas sobre a nossa criação. Alguns falam que foi uma expansão, outros que foi Deus, outros que foi um milagre... só sei de uma coisa: esses meninos na Terra são muito metidos a curiosos. Vieram me visitar faz tempo e nunca mais voltaram".
Para acabar, Dalva começa uma série de perguntas curtas:
Uma música: Lua de Cristal, acho a Xuxa o máximo!
Um filme: Apolo 18, mostra que sou má quando quero!
Uma comida: Cheetos lua (Risos). Ai desculpa Dalva, não resisti!
Um recado para os humanos: Gente, não adianta tirar foto minha no celular, fico com vergonha, me sinto pequena!
Um recado para o Sol: A gente se vê no próximo eclipse!
E essa foi a Lua, essa querida! Aplausos, estrelas!
Infelizmente, a gente fica por aqui! (Plateia: "AHHHHHHH")
Fiquei sabendo que agora a Lua vai voltar pra Terra com um vestido minguante deslumbrante! Semana que vem a gente volta com a presença do Sol! Vamos saber porque esse cara é tão esquentadinho!
Até semana que vem!
sábado, 14 de junho de 2014
[Crônica] Tudo o que a Itália tirou
O que era uma carreira promissora para ela logo tornou-se uma tormenta para ele. O que as viagens afastavam, as voltas atraiam de volta com toda a força da gravidade.
Quando ela ia, ele aguardava. Quando ele esperava e escrevia inspirado, ela buscava a volta. Quanto mais sucesso, fruto do verdadeiro talento artistico dela, mais longe eles ficavam.
O que começou com uma boba peça de teatro virou uma fonte de renda. As viagens ficaram cada vez mais frequentes e eles já mal se falavam. Uma volta pra casa por três dias já era suficiente para esperar por mais alguns meses. Até que a Itália entrou na vida deles.
Uma viagem de rotina para conhecer uma companhia de teatro, logo tornou-se um convite e a Itália virou um novo personagem. No último encontro, eles não sabiam que seria o último. Entre as últimas palavras, um enganador "a gente se fala". E assim, a gravidade que unia os dois começou a se desfazer. Aos poucos, tudo diminuiu até o fim e assim mesmo, sem acabar, acabou.
Para ele, buscar outra ela seria a solução. Enquanto isso, ela chorava e estudava na Itália. Ele sabia que não acharia outra ela, por isso tentava achar o que não existia nas outras, um alguém parecido com ela. Mas também não encontrou. E assim, seus interesses mudaram e eles não conversaram mais.
O que a Itália tomou, jamais voltará a ser do jeito que era. Mesmo com uma possível volta, afinal os dois eram só jovens sonhadores. Hoje, ele aprende todos os dias com os erros e não espera mais. Deixou de fazer comparações. Percebeu que jamais vai encontrar ela nas outras e que é arrogante esperar algo que não existe de uma pessoa. Afinal, a nova ela também pode ter passado pelos mesmos caminhos.
Assim, ela deixou de ser uma referência. Um bom tempo se passou e finalmente ele se encontrou. O ideal "ela" sumiu da sua cabeça. Agora, ele procura alguém que apenas tenha um gosto parecido com o dele. Ela já deixou de ser a perfeição. A Itália já não o irrita mais.
A forma que amadureceu no tempo com ela foi suficiente para uma vida inteira. Investindo nos erros que possam virar acertos um dia, hoje ele tem certeza que não vai encontrar tudo o que a Itália tirou.
Agora, ele procura por tudo o que o novo tem a oferecer.
Isso sim é algo digno de espera.
Quando ela ia, ele aguardava. Quando ele esperava e escrevia inspirado, ela buscava a volta. Quanto mais sucesso, fruto do verdadeiro talento artistico dela, mais longe eles ficavam.
O que começou com uma boba peça de teatro virou uma fonte de renda. As viagens ficaram cada vez mais frequentes e eles já mal se falavam. Uma volta pra casa por três dias já era suficiente para esperar por mais alguns meses. Até que a Itália entrou na vida deles.
Uma viagem de rotina para conhecer uma companhia de teatro, logo tornou-se um convite e a Itália virou um novo personagem. No último encontro, eles não sabiam que seria o último. Entre as últimas palavras, um enganador "a gente se fala". E assim, a gravidade que unia os dois começou a se desfazer. Aos poucos, tudo diminuiu até o fim e assim mesmo, sem acabar, acabou.
Para ele, buscar outra ela seria a solução. Enquanto isso, ela chorava e estudava na Itália. Ele sabia que não acharia outra ela, por isso tentava achar o que não existia nas outras, um alguém parecido com ela. Mas também não encontrou. E assim, seus interesses mudaram e eles não conversaram mais.
O que a Itália tomou, jamais voltará a ser do jeito que era. Mesmo com uma possível volta, afinal os dois eram só jovens sonhadores. Hoje, ele aprende todos os dias com os erros e não espera mais. Deixou de fazer comparações. Percebeu que jamais vai encontrar ela nas outras e que é arrogante esperar algo que não existe de uma pessoa. Afinal, a nova ela também pode ter passado pelos mesmos caminhos.
Assim, ela deixou de ser uma referência. Um bom tempo se passou e finalmente ele se encontrou. O ideal "ela" sumiu da sua cabeça. Agora, ele procura alguém que apenas tenha um gosto parecido com o dele. Ela já deixou de ser a perfeição. A Itália já não o irrita mais.
A forma que amadureceu no tempo com ela foi suficiente para uma vida inteira. Investindo nos erros que possam virar acertos um dia, hoje ele tem certeza que não vai encontrar tudo o que a Itália tirou.
Agora, ele procura por tudo o que o novo tem a oferecer.
Isso sim é algo digno de espera.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
[Poema] Pontos de vista
Pensa o dia inteiro
Lembra só das partes boas
Percebe a chegada do novo
Começa melhor do que antes
Sente tudo junto
Arrisca partes separadas
Esperançoso na procura
Ansioso quando encontra
Escuta o que sente
Fala o que precisa
Pensa por você
Demonstra por você
Atencioso quando ouve
Confere o clima
Outro não agora
Cativante na sua essência
Decora suas falas
Descobre o seu ritmo
Mostra seu caminho
Adora o meio
Tenta não chamar a atenção
Ri com os erros
Repete o seu ponto principal
Sorri quando gosta
Explode quando contraria
Frustado quando não muda
Percebe o final chegando
Sem jeito quando acaba
Prepara o novo começo
Com o ritmo do refrão
Sentir nunca fez tanto sentido
Ouvir nunca foi tão poético
O amor é como a música
A música é como o amor
Lembra só das partes boas
Percebe a chegada do novo
Começa melhor do que antes
Sente tudo junto
Arrisca partes separadas
Esperançoso na procura
Ansioso quando encontra
Escuta o que sente
Fala o que precisa
Pensa por você
Demonstra por você
Atencioso quando ouve
Confere o clima
Outro não agora
Cativante na sua essência
Decora suas falas
Descobre o seu ritmo
Mostra seu caminho
Adora o meio
Tenta não chamar a atenção
Ri com os erros
Repete o seu ponto principal
Sorri quando gosta
Explode quando contraria
Frustado quando não muda
Percebe o final chegando
Sem jeito quando acaba
Prepara o novo começo
Com o ritmo do refrão
Sentir nunca fez tanto sentido
Ouvir nunca foi tão poético
O amor é como a música
A música é como o amor
quinta-feira, 29 de maio de 2014
[Música] Crítica: Ghost Stories - Coldplay - 2014
O Coldplay acaba de lançar seu sexto álbum, Ghost Stories.
Antes de falar sobre ele, é legal falar sobre qual a fase que a banda passa. Depois de viver um desejo inacabável por inovações e com o auxílio de Brian Eno, Viva la Vida or Death and All His Friends chegou com toda a pose de mudanças, mas na medida certa.
A sonoridade ficava distante daquela vista em X&Y. Depois, chegou Mylo Xyloto, o álbum tão contestado pelos fãs. A distância da banda que se lançou com Parachutes é gigante. O uso exagerado de sintetizadores e o som claramente puxado para o pop (para ficar bem claro, a banda fez uma parceria com a Rihanna. Acho que isso explica toda a fase ruim). Apesar de todos os deslizes e exageros, ainda dá pra encontrar aquele velho Coldplay, com Us Against The World, Don't Let It Break Your Heart e Hurts Like Heaven.
Nessa fase MX, tudo mudou, inclusive o vestuário. Roupas coloridas, Xylobands nos shows e mais um suposto (todo final de álbum, o Chris Martin fala isso) tempo para descansar da banda. Na preparação para o novo disco, o colorido sumiu aos poucos, a seriedade voltou ao recinto e esperança de dias melhores. Essa era a expectativa, a de retorno de sonoridade. Esse era o cenário que o Coldplay tinha quando lançou Ghost Stories. Sobre cada música:
Antes de falar sobre ele, é legal falar sobre qual a fase que a banda passa. Depois de viver um desejo inacabável por inovações e com o auxílio de Brian Eno, Viva la Vida or Death and All His Friends chegou com toda a pose de mudanças, mas na medida certa.
A sonoridade ficava distante daquela vista em X&Y. Depois, chegou Mylo Xyloto, o álbum tão contestado pelos fãs. A distância da banda que se lançou com Parachutes é gigante. O uso exagerado de sintetizadores e o som claramente puxado para o pop (para ficar bem claro, a banda fez uma parceria com a Rihanna. Acho que isso explica toda a fase ruim). Apesar de todos os deslizes e exageros, ainda dá pra encontrar aquele velho Coldplay, com Us Against The World, Don't Let It Break Your Heart e Hurts Like Heaven.
Nessa fase MX, tudo mudou, inclusive o vestuário. Roupas coloridas, Xylobands nos shows e mais um suposto (todo final de álbum, o Chris Martin fala isso) tempo para descansar da banda. Na preparação para o novo disco, o colorido sumiu aos poucos, a seriedade voltou ao recinto e esperança de dias melhores. Essa era a expectativa, a de retorno de sonoridade. Esse era o cenário que o Coldplay tinha quando lançou Ghost Stories. Sobre cada música:
Always In My Head
O começo com o coral e a bela melodia já me ganhou antes do Chris começar a cantar. Gosto muito da levada da guitarra na música e tem um refrão legal. Ótima pra começar o álbum.
Magic
O baixo do Guy é o protagonista aqui. A música com um pé no R&B tem um refrão delicioso. Tudo bem leve e aumentando de proporção aos poucos. Foi uma boa escolha pra single.
Ink
O começo foi meio estranho, com uma sensação de "Que diabos de instrumento é esse?". Mais uma música bem leve e que me apaixono pelo refrão de primeira.
True Love
Já gostei dos violinos de fundo logo no início. A bateria elétrica me irrita, pois é desnecessária. O refrão é um tanto quanto pegajoso. Aqui dá pra lembrar daquela sonoridade pedida dos álbuns antigos. E finalmente escuto alguma coisa diferente e um rápido solo na guitarra do Jonny.
Midnight
É a que mais destoa do álbum. Na primeira vez que ouvi, duvidei que era realmente Coldplay. Sabe aquele lance de inovar? Nesta música deram uma bicuda em todos os trabalhos antigos e lançaram uma música ainda não vista com a banda. Não é ruim. Mas pra quem está acostumado a ter o piano e a melodia como a grande qualidade, não dá pra usar tanta distorção na voz e batidas eletrônicas. Ainda assim consegue ter suas qualidades. Termino a música imaginando como seria se ela fosse mais limpa, sem distorção e tanta coisa junta. Acho que ficaria bem melhor.
Another's Arms
O belo coral que inicia a música me deixa mais aliviado após tanta distorção na voz da música anterior. A música vai aumentando, aumentando... e quando chega a hora de um puta solo de guitarra... o instrumento soa completamente abafado. É estranho, parece que a banda não quer um momento de destaque no álbum. Tudo por enquanto é sim, muito bom. Mas não tem um clímax. Tudo é completamente uniforme. Mesma pegada light de Ink e Always In My Head.
Oceans
Finalmente um destaque! Sem a batida eletrônica como prioridade, o bom e velho violão característico de Parachutes está de volta. Me lembra muito Sparks ou até mesmo Green Eyes. O final com violinos é sensacional. Não é difícil agradar os fãs, sério. Violão, voz e uma boa melodia, não tem o que complicar. Os segundos finais levam a um som de porto, com ondas, sinos e toda uma criação de... Oceans.
A Sky Full of Stars
Pra acabar com toda a minha explicação sobre simplicidade citada acima, nos 10 segundos já é possível prever a música inteira. Justamente na música com o nome mais interessante, a faixa conta com a também desnecessária colaboração do DJ Avicii. A música é claramente diferente de todo o álbum. Apesar de fugir de tudo o que eu gosto em música, no meio das batidas eletrônicas ainda dá pra encontrar a diferença das outras milhares de música eletrônicas iguais. Não sou dos maiores fãs de música eletrônica justamente por essa coisa fácil de prever. Um começo normal, uma queda e uma explosão no final. Vai fazer um puta sucesso sem dúvidas e provavelmente eu vou curtir pra caramba no show. A música é boa no cenário onde ela mesma se coloca. Mas no meio do disco ela acaba sobrando.
O / Fly On
Fico imaginando antes de dar play em como uma música de sucesso pode ter apenas uma letra, "O". Mas ao começar, fico surpreso com um piano sensacional. Particularmente, a letra é linda e simples. Fico pensando em como um tema simples e as palavras certas podem juntar dois temas tão distantes. Juntar a liberdade dos pássaros com uma situação de partida. Uma hora ele está aqui e logo já voou para longe. Enfim, a melodia é incrível e a letra me fez pensar. Lembro mais uma vez porque continuo gostando de verdade desta banda.
(As próximas três faixas fazem parte apenas da versão Deluxe)
All Your Friends
Uma linha de baixo ótima e uma pegada muito parecida com Cemeteries of London da era Viva. Não entendo porque não entrou na versão original. É meio sombria. Dá realmente pra perceber a banda inteira por aqui e dá para lembrar que o Coldplay é muito melhor quando todos recebem destaque.
Ghost Story
Uma das melhores do álbum. A letra é incrível e sem querer sem repetitivo, mas já sendo, lembra muito a era de A Rush of Blood to the Head. É um pecado estar apenas na versão Deluxe. Tem um solo bem legal, tudo foge daquela coisa light do começo do álbum, o refrão é muito bom... uma das minhas preferidas nos últimos anos de Coldplay.
O (Part 2/Reprise)
Muito bonita pra encerrar o álbum. Encerra exatamente como começou. Aliás, todas as músicas terminam de forma muito próxima do começo da próxima. Assim, o final de uma encaixa no início da próxima. O álbum ganha em continuidade e em tese, fica meio que infinito se ficar no repeat, bem legal.
Avaliação final
É um ótimo álbum. Melhor do que o último, Mylo Xyloto. Sinto falta de um momento memorável, um destaque. As letras são em grande parte marcadas pelo fim do relacionamento de Chris Martin com sua esposa Gwyneth Paltrow. Não é um dos álbuns mais inspirados em relação a letras. O álbum é bom pra escutar inteiro, em sequência.
A continuidade aumenta a qualidade do Ghost Stories. Se colocadas separadamente, na minha opinião, são poucas que funcionariam como single atualmente. Midnight e A Sky Full of Stars fogem da linha sonora do álbum. Senti falta da presença e do destaque dos outros membros da banda. Como estão dizendo por aí, realmente soa como um álbum solo do Chris Martin. O que também, obviamente, não é uma coisa ruim.
8
Para o próximo álbum, gostaria muito de ver algo mais alto. Não digo no sentido de músicas de estádio, mas com mais solos de guitarra ou algo um pouco mais como Ghost Story ou Politik, do A Rush. Avalio como um ótimo álbum, mas ainda com o sentimento que dá para melhorar um pouco mais. Eu sei, gosto é gosto e talvez, nunca fique completamente satisfeito. Mas sinto que esse foi um bom começo para algo ainda maior para o futuro.
Melhores faixas: Always In My Head, Ink, Oceans e O.
Piores faixas: Midnight.
Nota (de zero a cinco): 4
Another's Arms
O belo coral que inicia a música me deixa mais aliviado após tanta distorção na voz da música anterior. A música vai aumentando, aumentando... e quando chega a hora de um puta solo de guitarra... o instrumento soa completamente abafado. É estranho, parece que a banda não quer um momento de destaque no álbum. Tudo por enquanto é sim, muito bom. Mas não tem um clímax. Tudo é completamente uniforme. Mesma pegada light de Ink e Always In My Head.
Oceans
Finalmente um destaque! Sem a batida eletrônica como prioridade, o bom e velho violão característico de Parachutes está de volta. Me lembra muito Sparks ou até mesmo Green Eyes. O final com violinos é sensacional. Não é difícil agradar os fãs, sério. Violão, voz e uma boa melodia, não tem o que complicar. Os segundos finais levam a um som de porto, com ondas, sinos e toda uma criação de... Oceans.
A Sky Full of Stars
Pra acabar com toda a minha explicação sobre simplicidade citada acima, nos 10 segundos já é possível prever a música inteira. Justamente na música com o nome mais interessante, a faixa conta com a também desnecessária colaboração do DJ Avicii. A música é claramente diferente de todo o álbum. Apesar de fugir de tudo o que eu gosto em música, no meio das batidas eletrônicas ainda dá pra encontrar a diferença das outras milhares de música eletrônicas iguais. Não sou dos maiores fãs de música eletrônica justamente por essa coisa fácil de prever. Um começo normal, uma queda e uma explosão no final. Vai fazer um puta sucesso sem dúvidas e provavelmente eu vou curtir pra caramba no show. A música é boa no cenário onde ela mesma se coloca. Mas no meio do disco ela acaba sobrando.
O / Fly On
Fico imaginando antes de dar play em como uma música de sucesso pode ter apenas uma letra, "O". Mas ao começar, fico surpreso com um piano sensacional. Particularmente, a letra é linda e simples. Fico pensando em como um tema simples e as palavras certas podem juntar dois temas tão distantes. Juntar a liberdade dos pássaros com uma situação de partida. Uma hora ele está aqui e logo já voou para longe. Enfim, a melodia é incrível e a letra me fez pensar. Lembro mais uma vez porque continuo gostando de verdade desta banda.
(As próximas três faixas fazem parte apenas da versão Deluxe)
All Your Friends
Uma linha de baixo ótima e uma pegada muito parecida com Cemeteries of London da era Viva. Não entendo porque não entrou na versão original. É meio sombria. Dá realmente pra perceber a banda inteira por aqui e dá para lembrar que o Coldplay é muito melhor quando todos recebem destaque.
Ghost Story
Uma das melhores do álbum. A letra é incrível e sem querer sem repetitivo, mas já sendo, lembra muito a era de A Rush of Blood to the Head. É um pecado estar apenas na versão Deluxe. Tem um solo bem legal, tudo foge daquela coisa light do começo do álbum, o refrão é muito bom... uma das minhas preferidas nos últimos anos de Coldplay.
O (Part 2/Reprise)
Muito bonita pra encerrar o álbum. Encerra exatamente como começou. Aliás, todas as músicas terminam de forma muito próxima do começo da próxima. Assim, o final de uma encaixa no início da próxima. O álbum ganha em continuidade e em tese, fica meio que infinito se ficar no repeat, bem legal.
Avaliação final
É um ótimo álbum. Melhor do que o último, Mylo Xyloto. Sinto falta de um momento memorável, um destaque. As letras são em grande parte marcadas pelo fim do relacionamento de Chris Martin com sua esposa Gwyneth Paltrow. Não é um dos álbuns mais inspirados em relação a letras. O álbum é bom pra escutar inteiro, em sequência.
A continuidade aumenta a qualidade do Ghost Stories. Se colocadas separadamente, na minha opinião, são poucas que funcionariam como single atualmente. Midnight e A Sky Full of Stars fogem da linha sonora do álbum. Senti falta da presença e do destaque dos outros membros da banda. Como estão dizendo por aí, realmente soa como um álbum solo do Chris Martin. O que também, obviamente, não é uma coisa ruim.
8
Para o próximo álbum, gostaria muito de ver algo mais alto. Não digo no sentido de músicas de estádio, mas com mais solos de guitarra ou algo um pouco mais como Ghost Story ou Politik, do A Rush. Avalio como um ótimo álbum, mas ainda com o sentimento que dá para melhorar um pouco mais. Eu sei, gosto é gosto e talvez, nunca fique completamente satisfeito. Mas sinto que esse foi um bom começo para algo ainda maior para o futuro.
Melhores faixas: Always In My Head, Ink, Oceans e O.
Piores faixas: Midnight.
Nota (de zero a cinco): 4
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